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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Ibaneis 63%: aprovação alta obriga união e depuração de aliados infiéis no DF

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O governo Ibaneis Rocha (MDB) mantém aprovação robusta de 63% no Distrito Federal, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada neste mês. O índice indica uma gestão eficiente e consolida o favoritismo da base para 2026.

A alta popularidade decorre de avanços concretos: economia aquecida, geração recorde de empregos, entrega de centenas de obras em todas as regiões administrativas e política de segurança pública que posiciona o DF como a unidade mais segura do Brasil.

Faltando pouco mais de sete meses para o início oficial da campanha de 2026, Celina Leão (PP) lidera todos os recortes eleitorais.

A sucessão natural impõe união total da base aliada em torno da reeleição da vice-governadora.

Ibaneis deixará o Palácio do Buriti em abril para disputar o Senado. Ele deixará montada a mais robusta coligação da história recente: MDB, PP, Republicanos (vice na chapa majoritária) e PL (segunda vaga ao Senado) formam o núcleo majoritário da aliança.

O que até o mês passado era uma garantia, o PSD, passou a ser uma dúvida, já que pode cair nos braços do inelegível Arruda, sem que Paulo Octávio, presidente da legenda no DF, tenha se manifestado oficialmente em sentido contrário.

Em tempo: o PSD, partido da base do governo, controla a Secretaria da Juventude. Outro que também está na boca do pênalti é o PRD, que tem duas administrações regionais e uma centena de cargos na estrutura do governo.

Analistas apontam que, até dezembro, Ibaneis deve promover depuração cirúrgica: afastar aliados que não garantam apoio irrestrito à coalizão.

A estratégia visa blindar o projeto vitorioso que mudou os rumos do DF para melhor. Separar aliados verdadeiros de adversários disfarçados dentro do governo é o único caminho viável.

Quem escolhe ficar ao lado da gestão terá futuro assegurado; quem prefere a oposição velada deverá buscar outro rumo.

A força política que derrubou a “velhacaria política” em 2018, que venceu no primeiro turno em 2022 e que lidera todas as pesquisas para 2026, não pode tolerar traições internas.

A depuração fortalece e prepara o terreno para nova vitória expressiva.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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