Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

O uso eleitoreiro da diversidade de gênero e inclusão na OAB-DF

Publicado em

A diversidade de gênero, a inclusão de negros no centro de poder da OAB-DF e a defesa das prerrogativas da advocacia são os temas mais recorrentes entre os candidatos que disputam a presidência da instituição, cujo pleito será no dia 17 de novembro.

Durante o processo acirrado, os postulantes são constantemente questionados sobre sua conduta em relação a essas questões.

A opinião dos que irão votar e especialistas é que a defesa da igualdade racial, prerrogativas e diversidade de gênero na OAB está sendo usada por grande parte dos postulantes com o intuito de apenas obter votos.

“A sensação é de que estamos diante de políticos enganadores”, dizem.

A maioria dos candidatos à presidência da OAB-DF, com um orçamento anual de R$ 40 milhões, usa essas causas consideradas sensíveis como uma estratégia política vazia.

O bate-boca e as acusações infundadas deixam a impressão de que a maioria dos candidatos está mais interessada em defender temas superficiais que pouco interessam à maioria da classe da advocacia.

O candidato Paulo Maurício, conhecido como Poli, líder nas pesquisas de intenção de voto, aponta que muitos dos discursos de seus adversários soam como mero exercício de estratégia eleitoral, ao invés de apresentar propostas.

Ele disse que alguns oportunistas se aproveitam da lei das cotas para se apresentar como pessoas brancas, ora como negras e, depois, se declaram como brancos.

“A diversidade de gênero e a inclusão na advocacia devem ser respeitadas”.

Ele apontou como uma atitude desrespeitosa o fato de um candidato ter gravado uma mulher advogada durante uma reunião.

“Isso é inadmissível. Defenderemos as mulheres em todos os campos de atuação. E será isso que vamos fazer na OAB-DF nos próximos três anos”, garante.

Paulo Mauricio expressou sua satisfação por criar a paridade, inicialmente por uma opção política e, posteriormente, por uma obrigatoriedade, o que revolucionou o sistema da OAB-DF.

Ele destacou que as duas últimas administrações em que atuou foram fundamentais para a inclusão de 30% de advogados e advogadas negros no centro de poder da OAB-DF e que as comissões são praticamente presididas ou vice-presididas por mulheres.

“Temos uma participação efetiva das mulheres no processo decisório e estamos muito satisfeitos com isso desde 2018, mudando a identidade e a trajetória da OAB-DF nesse sentido”, afirmou o candidato durante o debate realizado na CLDF na sexta-feira (08).

Em tempo: Paulo Mauricio lidera as pesquisas de intenções de voto nesta eleição da OAB-DF.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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