A saúde do Brasil começou o ano com uma série de reparos para a nova gestão. A socióloga Nísia Trindade tomou posse como ministra da Saúde na última segunda-feira (2),
O maior desafio será a reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a professora de saúde coletiva Sílvia Badim Marques, da Universidade de Brasília (UnB).
Quatro pessoas sentaram na cadeira de ministro da Ssaúde, nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). São eles: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga.
Sílvia detalha os principais pontos que merecem atenção na atual gestão para que a saúde volte a atender adequadamente a população brasileira.
O apagão de dados do Departamento de Informática do SUS (DataSUS) e de outros sistemas de saúde foi apontado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre Saúde do Governo de Transição como um dos 16 pontos emergenciais para a saúde.
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A professora de saúde coletiva avalia o cenário encontrado como “caótico”. “O que se verificou foi um enorme apagão de dados, informações controversas, apagadas, faltando preenchimento nos sistemas. A gente não consegue fazer política de saúde se não tem dados adequados”, afirma Sílvia.
Dados sobre cobertura vacinal e disponibilidade de medicamentos são vitais para definir políticas públicas, por exemplo.

