Há aliados que juram lealdade à governadora Celina Leão (PP), fazem discurso de unidade, posam ao lado dela e se apresentam como integrantes da base. Mas basta olhar o “santinho” do sujeito para descobrir que a lealdade desaparece no material de campanha.
Celina chega à reta final liderando a corrida pelo Buriti e pode vencer a eleição no 1º turno neste domingo (04), segundo levantamentos recentes.
Mesmo assim, alguns aliados escondem o número 11 como quem esconde dívida vencida. Falam em unidade, mas, na hora de pedir voto, lembram apenas do próprio número.
É o caso do candidato a deputado distrital pelo MDB, Cristiano Araújo. Seu material de campanha não destaca o 11 de Celina, embora o MDB esteja na base aliada.
Cristiano foi secretário de Turismo nos dois governos de Ibaneis Rocha (MDB) e começou a sua campanha lançado por Celina Leão. Deixou a secretaria para disputar, mas o feudo do Turismo continua sendo seu.
No santinho, porém, parece ter descoberto que a parceria funciona melhor quando beneficia apenas um lado: no caso, o dele próprio.
E não é difícil entender a lógica. Há quem torça discretamente por um segundo turno. Afinal, eleição prolongada aumenta o preço da barganha. Cargo, secretaria, emenda executada e espaço político na estrutura de governo passam a valer mais.
Mas, se Celina vencer no primeiro turno, o poder de barganha cai. Se a eleição for para 25 de outubro, cada voto proporcional vira moeda de cara.
Está na hora da Leoa rugir mais forte contra os traíras. Quem não leva o 11 até a urna não leva o governo depois, simples assim.
Aliança que some no santinho não é aliança, é sacanagem de espertalhões.
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