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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Quem diria! Reguffe fará campanha com dinheiro de impostos, pagos pelo povo

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Conhecido por suas posturas em defesa da ética e da transparência, Reguffe vai disputar o governo do DF com um aporte milionário proveniente do Fundo eleitoral, bancado pelos cofres públicos.

Dos quase R$ 30 milhões que Reguffe irá precisar para colocar a campanha nas ruas, uma parte virá do União Brasil, dinheiro do “fundão eleitoral”.

“A dinheirama sairá dos cofres públicos, fruto dos impostos pagos pelo já sofrido contribuinte brasileiro, dinheiro que deveria ser investido no fortalecimento da saúde, da segurança e da educação no país”, dizia um senador indignado com a aprovação do fundão em dezembro do ano passado.

A outra parte do dinheiro faltante, só Deus sabe de sua origem, dependendo de quem irá investir. Desde a semana passada, muitas reuniões com investidores vem sendo feitas as portas fechadas.

Todos eles querem a garantia que receberão a grana de volta, caso Reguffe vença as eleições. O esquartejamento do governo já está sendo feito antes mesmo do cara ganhar.

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Parente sem moral no PSB; Rollemberg prefere Reguffe

De uma hora para a outra, Reguffe, tido como o defensor da ética e da transparência política, titulo que carrega desde do seu primeiro mandato, como deputado distrital, iniciado em 2006, mandou a sua indignação de antes, para as cucuias.

Fortuna na política

Em 16 anos de carreira política, passando pela Câmara Legislativa, Câmara Federal e Senado Federal, seguidamente, o ex-jornalista fez fortuna rápida como político. Que maravilha!

Dos 27 senadores eleitos na eleição passada, encabeça a lista dos mais ricos, que declaram bens à justiça eleitoral, em 2018, foram: Tasso Jereissati (PSDB-CE), que declarou R$ 389.019,698,60, e o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), com R$ 20.308.319,48.

Reguffe apareceu nessa mesma lista dos mais ricos na 11ª posição como dono de um bom pé de meia patrimonial.

Ele declarou à Justiça Eleitoral, aproximadamente R$ 2,8 milhões, referentes a três imóveis em Brasília, automóvel e aplicações financeiras.

Na campanha desse ano, quando todos os candidatos deverão fazer declaração de bens, à justiça eleitoral, o patrimonio do senador deverá dar um salto quantitativo, muito além do que foi declarado por ele na eleição anterior.

Atualmente, só o imóvel que o senador mora no Lago Sul, a região com o metro quadrado mais caro do país, é avaliado em R$ 5 milhões, segundo os especialistas do setor imobiliário, que atuam no bairro mais nobre da capital federal.

Se a campanha de Reguffe, para a disputa eleitoral ao Senado, em 2018, apresentou como limite máximo de gastos o valor de R$ 3,5 milhões, a estimativa para a campanha de governador, pode chegar dez vezes mais.

Vendo pelo lado acima, a redução de funcionários de seu gabinete e o abrir de mão de outros penduricalhos por Reguffe, na prática, foi apenas uma estratégia de marketing político.

O que Reguffe diz ter economizado em dinheiro público, durante o seu mandato parlamentar, agora ele pretende gastar na aventura de se eleger governador do Distrito Federal.

A Foto do Fato

A pergunta que não quer calar: O que fazia o presidente da Câmara Legislativa e presidente do MDB, Rafael Prudente, ao lado da deputada federal Paulo Belmonte, presidente do Cidadania, em uma reunião no Recanto das Emas? Essa foto foi apagada do Instagram do dirigente emedebista.

Mas, a resposta está no Instagram do pré-candidato a deputado distrital Pablo Aguiar do PNM. Veja Aqui

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios jornalísticos e políticos da capital federal. Siga o #RadarDF

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