Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que já estava sendo investigado, entrou no Palácio do Planalto no dia 4 de dezembro de 2024 e saiu de lá com a sensação de que o golpe dado ao sistema financeiro seria tratado “tecnicamente”.
Na mesma tarde, o banqueiro escreveu para a namorada Martha Graeff: “Foi ótimo” e “Muito forte”. Detalhou que Lula havia chamado o então futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e três ministros para resolver a questão.
O recado era claro: o presidente da República em pessoa havia se envolvido diretamente no maior assalto financeiro da história do Brasil.
As conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro (ex-controlador do Banco Master) começaram a vazar para a imprensa e o público de forma significativa com pico de divulgação desde quinta-feira (5).
Nos bastidores de Brasília, as menções que encalacram o ministro Alexandre de Moraes do STF, agora apontam para Lula.
Fontes próximas ao governo confirmam que o presidente não só recebeu Vorcaro como tratou do tema do Banco Master com sua equipe econômica.
Não foi um “protocolo”, como o Planalto tentou minimizar depois. Foi uma reunião de trabalho com o homem que, àquela altura, já era alvo de investigação por fraudes bilionárias.
E o pior: as conversas recuperadas pela PF mostram que Vorcaro relatava esses contatos com naturalidade, como quem se sente em casa no coração do poder.
É exatamente por isso que o PT está em pânico com o vazamento das mensagens. Petistas de alto escalão sabem que o banqueiro esteve cara a cara com Lula e seus ministros.
Sabem que as trocas de WhatsApp com Martha Graeff podem conter mais referências diretas ao presidente. Temem que, a qualquer momento, surja uma frase, um áudio ou uma foto que torne impossível continuar fingindo que “não havia nada demais”.
Enquanto isso, aliados de Lula no Distrito Federal fazem malabarismo para desviar o foco.
A deputada Erika Kokay (PT), Rodrigo Rollemberg (PSB), Reginaldo Veras (PV), e os distritais Chico Vigilante (PT), Gabril Magno (PT) e Max Marciel (Psol) estão de bico calado. Esbravejam contra o BRB, mas ficam mansinhos com o envolvimento de Lula e seus ministros.
Não falam que o banqueiro picareta jantava com ministros do STF, discursava para a cúpula do Judiciário e saía do gabinete de Lula na maior intimidade.



