A declaração oficial do PL-DF, selada por Michelle Bolsonaro e pela presidente nacional Bia Kicis, com o apoio unânime dos deputados distritais da legenda, deixou Izalci Lucas em situação delicadíssima.
O partido que o abrigou após a saída do PSDB anunciou, sem rodeios, que vai apoiar a reeleição da vice-governadora Celina Leão (PP).
Dentro do PL ninguém sabe se o senador fica ou sai. O que se sabe é que Izalci tornou-se o político dos sete erros: um bom parlamentar, presente e técnico, mas péssimo estrategista e gestor. Sem bússola, ele virou peça que ninguém sabe onde encaixar.
O jogo dos sete erros desenha o retrato de uma candidatura sem rumo:
- Trocar o PSDB pelo PL em busca de estrutura e virar “plano B” depois do apoio a Celina foi um erro de principiante.
- Aceitar ser vice do inelegível José Roberto Arruda é apostar em uma chapa que pode desaparecer antes de outubro.
- Oferecer-se para substituir Arruda na cabeça de chapa. Improviso puro: primeiro coadjuvante, depois “herdeiro” de uma candidatura problemática.
- Flertar com uma candidatura majoritária por um partido pequeno como o Avante, sem recursos e sem alianças, é “voo de galinha” em uma competição que demanda uma estrutura robusta.
- Acenar com volta à Câmara dos Deputados, por onde ja passou, demonstra fragilidade eleitoral.
- Ventilar uma candidatura a distrital em um único ciclo, no qual afirma querer ser governador, vice, federal, confunde o eleitor, que não compreende um político que deseja ser tudo ao mesmo tempo.
- Ameaçar deixar a política caso não seja atendido é uma chantagem emocional que o meio político simplesmente não aceita.
Izalci é talentoso no plenário, mas perdido na estratégia. Sem partido sólido, sem projeto claro e sem rumo definido, o senador navega à deriva.



