Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Lula empurra goela abaixo o nome de Leandro Grass; Magela fica puto

Publicado em

Como em 2022, o presidente Lula, que tentará a reeleição em 2026, “empurrou goela abaixo” o nome de Leandro Grass, ex-PV, como candidato oficial do PT na disputa pelo Buriti no próximo ano.

A decisão do presidente sepultou, de vez, o processo de escolha interna que o PT do Distrito Federal realizaria no fim deste mês, por meio de prévias.

A ordem foi clara: o candidato será Grass. Com isso, Lula também desmontou a tentativa do PT-DF de apoiar o bocudo Ricardo Cappelli (PSB), que sonhava em contar com o respaldo do presidente.

Na última terça-feira (4), as principais correntes do partido se reuniram para consolidar o apoio ao nome imposto, num clima de resignação e obediência ao velho lema: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Mas nem todos aceitaram em silêncio. O ex-deputado Geraldo Magela, que havia colocado seu nome como pré-candidato ao governo, reagiu publicamente.

Em vídeo nas redes sociais, afirmou que, embora respeite as recomendações da direção nacional, “é preciso deixar claro que qualquer notícia dizendo que o PT já escolheu seu candidato não é verdade”.

Magela garantiu que manterá sua candidatura no estilo “queira Lula ou não”.

Há 11 anos fora do poder, o PT vem minguando a cada eleição no Distrito Federal.

A militância envelheceu, e os novos ideólogos de esquerda preferem migrar para o PSOL.

Em 2022, o partido já havia sido coadjuvante, ao engolir o nome de Grass, que liderou a federação PV/PT/PCdoB.

Dos chamados petistas “raiz” do DF, nenhum foi convidado por Lula para ocupar cargos de destaque no governo federal.

Grass, por outro lado, ganhou um contracheque de prestígio ao ser nomeado presidente do Iphan.

Lula, por sua vez, atribui aos caciques local a culpa pela imagem desgastada do PT entre os brasilienses.

E, mesmo sem grupo ou “corrente” interna, o “cabrito novo”, como foi apelidado ao se filiar ao partido, fez os “bodes sem dentes” o engolirem mais uma vez.

O resultado é previsível: o PT-DF chega a 2026 com o mesmo racha de 2022.

As correntes que foram obrigadas a aceitar Grass podem até pedir votos para Lula, mas dificilmente se empenharão em carregar um fardo político e sem futuro na disputa eleitoral do próximo ano.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Beneficiários do Prato Cheio precisam substituir cartão até novembro

Um total de 33.818 beneficiários do programa Cartão Prato Cheio no Distrito Federal precisam efetuar...

Mais Radar

Veja o vídeo: antes de apoiar Grass, Arruda chamava o PT de partido do crime

Muito antes de assumir o papel de “papagaio de pirata” de...

Arruda: de ex-governador ao ridículo papel de “papagaio de pirata” de Leandro Grass

José Roberto Arruda vive um dos capítulos mais melancólicos de sua...

Cadê o dinheiro do BRB? Leandro Grass deveria perguntar a Lula e a Lulinha

“Cadê o dinheiro do BRB?” O bordão criado por Leandro Grass...

Cadáver petista: derrota nas urnas pode implodir o PT nacional e do DF

A possível derrota eleitoral já provoca movimentações dentro do PT. No...

Na Globo, Leandro Grass admite que o governo do PT no DF foi uma merda

A entrevista de Leandro Grass (PT) ao DF2, da TV Globo,...
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político