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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Izalci Lucas integra PL e altera dinâmicas internas do partido

Publicado em

Izalci Lucas acaba de entrar oficialmente no PL em um ato de filiação que contou com a presença de Jair e Michele Bolsonaro na noite de ontem(28) no Minas Brasília Tênis Clube.

A chegada do ex-tucano certamente dará uma nova configuração ao partido, liderado pela deputada bolsonarista Bia Kicis, que até recentemente sonhava em disputar uma das duas vagas do Senado na próxima eleição.

No entanto, entenda bem, foi desautorizada por Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal.

O veto está no fato de que a prioridade do partido é aumentar ou, ao menos, manter o tamanho de sua bancada na Câmara Federal. Diminuir, nunca.

Quem dá lucro aos partidos políticos são os deputados federais e não os senadores, simples assim.

Bia Kicis é, sem dúvida, a maior puxadora de votos do reduto bolsonarista do Distrito Federal.

Na eleição de 2022, as sobras dela serviram para eleger o deputado federal Alberto Fraga. Segundo se sabe, ele por sua vez não teria mais interesse de continuar na vida pública e deve se retirar em 2026, quando termina seu exitoso mandato.

Fraga, recém-casado e feliz da vida, deve aproveitar esse bom momento para cuidar de suas vastas fazendas no Tocantins e em Goiás.

O senador Izalci chega ao PL prestigiado por Bolsonaro. No entanto, é sabido também que ele não pode sair por aí anunciando que é candidato a governador sem que haja concordância de Bia Kicis. É botar o carro na frente dos bois.

A presidente do PL local seguirá a vontade de Michelle Bolsonaro, que já anunciou apoio público à reeleição de Celina Leão (PP) ao Governo do DF.

Saibam que Michelle e Bolsonaro têm dívidas de gratidão com Celina, explico.

Durante o segundo turno da campanha de Bolsonaro, a “leoa”, já eleita vice-governadora do DF, formou uma coluna com 80 deputadas federais.

Ao lado da eleita senadora Damares Alves e de Michelle Bolsonaro, viajaram o Brasil pedindo votos a favor da manutenção de Bolsonaro na Presidência da República.

O grupo percorreu mais de 150 cidades do Norte e Nordeste do país.

É diante desse contexto que nos faz acreditar que o projeto de Izalci para governador do DF na próxima eleição não se sustenta dentro do PL.

Cabe ainda uma pergunta: e se o projeto de Izalci for para tentar a reeleição de senador, tem a autorização da legenda? Saiba que não.

Nem mesmo se Michelle abrir mão de ser ela mesma a candidata ao tão cobiçado posto.

O PL tem todo o interesse de negociar com o grupo que integra a base do atual governo do DF para emplacar alguém do partido na vaga de vice de Celina.

A vaga é cobiçadíssima. Se Celina for reeleita em 2026, quem estará no poder do Buriti é o seu vice. O PL enxerga dessa forma.

Daí o partido estaria disposto a deixar a segunda vaga de senador para o Republicanos, já que a primeira é do governador Ibaneis do MDB, que está em seu segundo mandato e deve disputar a senatoria.

Como se vê, o cenário para Izalci neste momento é acolhedor e festivo. Afinal é mais um senador que chega nas fileiras do Partido Liberal.

Porém, lá na frente, pode se tornar muito complicado para um sangue novo sentar-se à janela do partido onde só tem lugar para quem manda.

E quem tem esse poder de mando quer ele como deputado federal, o que pode ser uma boa para um político como Izalci Lucas que tem a cara do Congresso Nacional.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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