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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

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Impopularidade de Lula no DF enterra sonho petista de voltar ao Buriti

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O Instituto Paraná Pesquisa divulgou na última quinta-feira (04) um dado alarmante para o Partido dos Trabalhadores (PT) tanto em âmbito nacional quanto local: a alta impopularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Distrito Federal, principal vitrine política do país e considerado o quintal do Palácio do Planalto.

Desde o início de seu atual mandato, o governo petista enfrenta uma crescente rejeição, conforme revelam todas as pesquisas realizadas até agora.

No levantamento mais recente, a gestão de Lula é reprovada por 55,7% dos brasilienses entrevistados, enquanto apenas 40,4% a aprovam, de acordo com o Instituto Paraná Pesquisa.

A pesquisa aponta ainda que, se as eleições fossem hoje, Lula obteria 27,1% dos votos, enquanto o inelegível Jair Bolsonaro venceria com 39,9%.

Em um cenário de disputa entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ela derrotaria o petista com 30,1% contra 27,8% das intenções de voto.

No DF, Lula ganharia apenas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com uma margem de 28,5% a 23,1%, respectivamente.

O fator negativo do governo Lula no DF não está relacionado à política econômica, cujos resultados são positivos e com o desemprego em queda.

O encolhimento de Lula no principal espelho político do país decorre da fragilidade do PT local, que não consegue sair do túmulo onde foi enfiado há quase 12 anos.

O PT já governou o Distrito Federal por duas vezes.

A primeira com Cristovam Buarque, que sucumbiu após o massacre da Estrutural, um episódio sangrento que marcou uma das cidades mais carentes do DF.

Na ocasião, o governo petista organizou a “Operação Tornado”, que derrubou casas, torturou moradores e praticou chacinas.

As imagens correram o mundo, e Cristovam, que era candidato à reeleição, perdeu para Joaquim Roriz (MDB) em 1998.

O PT voltou ao poder em 2010 com Agnelo Queiroz, após a queda do governo de José Roberto Arruda, envolvido no escândalo da “Caixa de Pandora”.

O governo de Agnelo foi considerado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios como corrupto, levando à prisão dois secretários de Estado, além do próprio governador petista.

Só no final do ano passado, que a 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) decidiu inocentar o ex-governador sobre o escandaloso caso do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016, o que restava de poder do PT no DF foi sepultado.

O partido ficou tão fragilizado que, pela primeira vez na história das disputas eleitorais para o Buriti, foi obrigado a figurar como coadjuvante ao apoiar o candidato derrotado Leandro Grass (PV).

O PT do DF se esforça para voltar à cena política da capital federal, usando narrativas que não ganham força, como a crítica à saúde do DF.

Acredita que pode ocultar a repetição de um trágico filme, desta vez protagonizado pelo Ministério da Saúde sob o governo Lula, que permitiu a progressão do surto de dengue, resultando na morte de mais de 3 mil pessoas em todo o país desde o início de 2024 e sobrecarregando a rede pública de saúde.

O esperneio petista é grande, mas sem futuro algum. Quanto mais bate no governo Ibaneis, mais o emedebista cresce no conceito da população.

No levantamento do Paraná Pesquisa, o governo de Ibaneis é aprovado por 58,2% da população. Apenas 37,1% desaprova.

Nem mesmo Lula batendo no governador do DF, conseguiu ressuscitar o PT local.

Em uma tentativa de desgastar a força política do governador, Lula fez uma falsa acusação apontando envolvimento de Ibaneis nos ataques contra as sedes dos três poderes da República.

Devia se desculpar, já que a Procuradoria Geral da República mandou arquivar as denúncias por falta de consistência.

As pesquisas atuais mostram que no DF, Lula seria como uma árvore enorme com raízes apodrecidas, sem quem a regue e o PT não é mais como antes, mesmo tendo um presidente no Palácio do Planalto.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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