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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Fusão PDT/PSB: De criador, Rollemberg pode virar criatura de Leila

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As conversas estão bem adiantadas para que o PDT e o PSB se unam em um só partido, para se livrarem da redução no valor dos repasses do fundo partidário, ou que se transformem em legendas insignificantes no Congresso Nacional.

Caso isso ocorra, a senadora Leila do Vôlei(PDT), cria política do ex-governador Rodrigo Rolemberg(PSB), é quem deverá dirigir a nova fusão partidária, que terá 31 parlamentares na próxima legislatura.

Em 2018, quando disputou a sua reeleição, Rodrigo Rollemberg investiu pesado na eleição da sua então secretária de Esporte e Lazer.

Leila se elegeu senadora com 467.787 votos pelo PSB, partido do então governador, enquanto ele sucumbia nas urnas, ao ser derrotado por Ibaneis Rocha(MDB).

Em maio de 2021, Leila se livrou de Rollemberg que queria mandar no seu mandato. Ela se desfiliou do PSB que acabou definhando no DF.

Nesse meio tempo, que separou as eleições de 2018, para as eleições de 2022, Leila do Vôlei passeou pelo Cidadania e desaguou no PDT como candidata ao governo do Distrito Federal.

Já Rollemberg, sonhou, inicialmente, com uma candidatura ao Senado, mas, na dúvida, resolveu disputar uma das oito vagas da Câmara Federal.

Ele acreditava que poderia ter votos suficientes para se eleger, mas não foi o que ocorreu.

Os seus 51 mil votos não atingiram o quociente eleitoral.

Político carreirista que perde uma eleição nem o vento vate a porta. Agora, Rollemberg pode sofrer mais uma derrota, além da provocada pelas urnas nas eleições de outubro.

Ele caminha para perder o controle do PSB, no DF, caso o seu partido se una ao PDT. Tanto o PSB como o PDT saíram enfraquecidos após as eleições deste ano.

Para a próxima legislatura, o PSB elegeu apenas 14 deputado federais, enquanto o PDT elegeu 17.

Por causa do baixo desempenho, os integrantes das duas siglas têm falado no assunto, já que os dois partidos tiveram suas bancadas diminuídas na Câmara.

Por consequência, terão também reduzidos o que recebem do fundo partidário.

Além do mais, o PSB, com 14 deputados, e o PDT, com 17, não conseguirão nem o direito de requerer verificação de votação ou de quórum na Câmara, um dos recursos mais básicos empregados nas sessões, o que para isso, precisa, no mínimo, de 31 deputados.

Se ocorrer a fusão, a lógica é clara: a senadora Leila do Vôlei terá o direito de comandar a nova legenda no âmbito do Distrito Federal, enquanto Rodrigo Rollemberg, atual presidente do PSB, perderia essa posição de comando.

Para qualquer partido, o que vale, mesmo, é político com mandato.

Neste caso, a criatura de Rollemberg é quem deve dar as cartas.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios políticos da capital federal. Siga o #radarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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