A primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno presidencial mostra um cenário preocupante para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% das intenções de voto, contra 48% do atual presidente, segundo o levantamento divulgado em outubro. O resultado acende um sinal de alerta no comando petista.
A vantagem de Flávio reflete um movimento que vai além da transferência de votos dos candidatos derrotados no primeiro turno.
A rejeição a Lula, somada à avaliação negativa de seu governo, representa um obstáculo para a tentativa de conquistar eleitores indecisos e recuperar o apoio perdido.
A campanha petista também enfrenta dificuldades para transformar anúncios e promessas em resultados eleitorais.
Medidas como a defesa da escala de trabalho 5×2 e o combate às apostas não parecem ter produzido, até agora, o impulso esperado.
Outro desafio é a comunicação. Embora o ministro Sidônio Palmeira seja apontado como responsável pelos problemas nessa área, a estratégia política e o discurso eleitoral passam diretamente pelo presidente.
Os debates do segundo turno ganham, portanto, importância decisiva. Para Lula, será uma oportunidade de responder às críticas e apresentar propostas capazes de recuperar terreno.
Para Flávio, a liderança nas pesquisas exige cuidado para não transformar vantagem momentânea em excesso de confiança.
A disputa permanece aberta, mas o cenário já impõe uma mudança de postura ao presidente: reconhecer os erros da campanha e convencer o eleitor de que ainda tem algo novo a oferecer.
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