Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Do “elefante branco” marcado pela corrupção à Arena que move a economia

Publicado em

No último domingo (1º), a Arena BRB, antigo estádio Mané Garrincha, recebeu 71.244 torcedores na final da Supercopa entre Flamengo e Corinthians, recorde absoluto de público em jogos de futebol no local.

Em meio à celebração, porém, um personagem do passado tentou chamar atenção: o ex-governador José Roberto Arruda, hoje inelegível por escândalos ligados justamente à construção do estádio.

Arruda tentou acessar o gramado e um camarote reservado ao técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, mas foi impedido e retirado do espaço.

O episódio, constrangedor, simboliza bem a virada de página vivida pelo complexo esportivo e cultural de Brasília.

Durante anos, o Mané Garrincha foi lembrado como um elefante branco. Erguido para a Copa de 2014, consumiu cerca de R$ 1,8 bilhão, valor muito acima do previsto, cercado por denúncias de superfaturamento, fraudes e pagamento de propinas.

Empreiteiras e agentes públicos foram citados em investigações que atingiram diretamente os ex-governadores José Roberto Arruda(PSD) e Agnelo Queiroz (PT).

Ambos chegaram a ser presos em 2017, na Operação Panatenaico, acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os processos seguem sem desfecho definitivo, mas a marca da corrupção ficou associada ao estádio por muito tempo.

A mudança começou com uma gestão focada em resultados. Sob o governo de Ibaneis Rocha, o espaço foi rebatizado como Arena BRB. Deixou de ser um fantasma e passou a operar como centro multifuncional.

Jogos decisivos, grandes shows, feiras, eventos corporativos e culturais preencheram a agenda e transformaram prejuízo em receita.

Em 2025, mais de 1,6 milhão de pessoas circularam pelo complexo, impulsionando hotéis, restaurantes e serviços.

Hoje, Brasília se consolida como palco nacional de grandes eventos. A arena, antes símbolo do desperdício, tornou-se motor econômico e espaço de convivência.

O contraste é evidente: enquanto antigos protagonistas do escândalo seguem barrados pela Justiça, o estádio finalmente cumpre sua função social.

De problema crônico a ativo estratégico, a Arena BRB mostra que é possível ressignificar erros, devolver orgulho à cidade e fazer o esporte e a cultura trabalharem a favor da população brasiliense. Ibaneis fez isso.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Liberado calendário da primeira parcela do Pé-de-Meia 2026 

Começou a ser paga a primeira parcela do programa Pé-de-Meia de 2026 a estudantes do...

Mais Radar

PSD-DF não embarca com Arruda e espera decisão de Cármen Lúcia, diz PO

Paulo Octavio, presidente do PSD-DF, rechaça apoio à fragilíssima candidatura de José Roberto Arruda, inelegível  com processo ainda no STF. Declara apoia Celina Leão e foca na eleição do filho, André Kubitschek.

Esquerda moribunda do DF racha, insiste nos erros e caminha ao fracasso

Fora do poder desde 2018, após a queda de Rollemberg, o pior governador da história do DF, o campo progressista perdeu força, discurso e conexão com o eleitor. A dura realidade foi admitida por Ricardo Cappelli em encontro com petistas.

Cappelli curte celebração dos 71 anos de Bolsonaro no Instagram de Celina

O efusivo “like” de Ricardo Cappelli em uma publicação que comemorava os 71 anos de Jair Bolsonaro pode ser interpretado como um lapso resultante de uma crise existencial que apenas Freud seria capaz de explicar.

Canoa de Arruda afunda! Aliados viram facas nas costas do inelegível útil

Punhaladas pelas costas marcam a implosão da pirataria política do inelegível Arruda. Aliados se enfrentam, expõem traições e transformam a própria articulação política em um cenário de caos e desconfiança. Ô povo doido!

Pesquisa do Instituto Veritá tem erros e levanta suspeitas de manipulação

Erros técnicos na pesquisa Veritá Eleições 2026: discrepâncias numéricas em tabelas centrais e terminologia incorreta sobre o Legislativo do DF, induzem o eleitor a erro, exatamente o contrário do que a lei e a ética exigem de quem se propõe a medir opinião pública.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político