A treze dias do pleito de 4 de outubro, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal caminha a passos largos para o seu inevitável cadalso político.
Nesta terça-feira (22), a Procuradoria-Geral Eleitoral recomendou ao ministro Dias Toffoli, do TSE, o indeferimento definitivo de seu registro, ratificando a decisão do TRE-DF baseada em sete condenações por improbidade administrativa na Operação Caixa de Pandora.
A manifestação da PGE caiu como uma bomba no comitê do ex-governador, esmorecendo a equipe. Nos bastidores, fala-se que Arruda já jogou a toalha e se sente abandonado por Paulo Octavio, presidente do PSD local, e Gilberto Kassab, presidente do PSD nacional.
Uma decisão cautelar de Toffoli antes das urnas pode sepultar de vez a chapa, sem margem para embargos protelatórios. O discurso do candidato de que está apto não passa de ilusão para enganar o eleitor, prática, aliás, expressamente proibida a ele pela Justiça Eleitoral.
O nó jurídico reside na contagem da inelegibilidade. Arruda argumenta conexão entre as ações para fixar o prazo de oito anos a partir do primeiro acórdão de 2014, alegando que uma nova contagem a partir de junho de 2026 equivaleria a duas décadas de sanção, violando a proporcionalidade da LC 219/2025.
O MPE e o TRE-DF rebatem com firmeza. O Tribunal Regional considerou um bloco de cinco ações conexas e uma condenação isolada (processo Call Tecnologia), além de não aplicar o teto de 12 anos da Lei Complementar 219/2025 à condenação mais antiga, cujos efeitos de inelegibilidade já teriam se esgotado em julho de 2022.
Como se vê, o enforcamento da candidatura de Arruda e a queda da chapa do PSD podem ocorrer na próxima semana. Falta apenas o sinal do carrasco.
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