Houve um tempo em que os debates televisivos eram considerados essenciais para o eleitor conhecer propostas e comparar candidatos a governador ou a presidente.
Nas últimas três eleições, contudo, esses encontros perderam relevância e deixaram de cumprir o objetivo declarado. Não geram mais audiência, ou, como se dizia antigamente, não dão mais ibope.
No Distrito Federal, os debates promovidos por veículos locais transformaram-se em espetáculo de agressões.
Candidatos se unem em estratégia de compadrio para massacrar adversários, desconstruir imagens e atacar até famílias.
No encontro desta terça-feira (9), realizado pela plataforma TMC (antiga Transamérica), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) articularam-se na porta da emissora.
Eles queriam concentrar o fogo em Celina Leão (PP), que lidera as pesquisas e pode vencer no primeiro turno. Celina não compareceu. Fez bem.
Ela não precisa de um palco em que os rivais não apresentam propostas concretas ao povo, mas tentam desconstituir sua liderança e sua hegemonia política no DF.
A atual governadora tem as ruas para mostrar o que já fez e o que pretende fazer a partir de janeiro de 2027.
Aproveita o tempo de propaganda do partido na TV para dialogar diretamente com a população e, num cenário em que os “cortes” nas redes sociais valem cada vez mais, executa essa estratégia com maestria.
Resta a pergunta: para que servem, mesmo, esses debates? Esses circos dos horrores não servem para nada.
Faz bem Celina Leão ignorá-los e seguir falando com quem realmente importa: o eleitor.
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