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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

“Dama do Tráfico” dentro do Ministério cheira armação contra Dino

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Segundo o dicionário informal “casinha de caboclo” é um termo usado no submundo da marginalidade como traição, crocodilagem que induz a vítima a uma armadilha.

O envolvimento do Ministério da Justiça e Segurança, comandado por Flávio Dino, onde assessores do ministro receberam por duas ocasiões, a “Dama do Tráfico”, mulher de um traficante, líder do Comando Vermelho do Amazonas, pode também ter as digitais do chamado “fogo amigo”. Disso, o ministro, perspicaz como o é, não pode ter dúvidas.

Se nas redes sociais o ministro da justiça parece se defender sozinho do apedrejamento feito pelo bolsonarismo, que faz festa como pinto no lixo, no ambiente de governo o ar é cada vez mais intragável para o ministro visto por boa parte do PT como muito espaçoso e  com ambições políticas para chegar ao topo. Veja aqui.  

Ao que se sabe, até o momento, nenhum membro do governo Lula saiu em defesa do ministro que está  ameaçado de impeachment. O pedido se avoluma e corre de gabinete a gabinete por assinaturas.

Muitos dos assinantes são deputados de partidos da base do governo Lula (PT), como União Brasil, PSD, Republicanos, PP e MDB, os quais detêm a liderança de dez ministérios.

O silêncio sepulcral do governo é ainda mais emblemático quando se considera que estamos falando de um núcleo duro, que sempre se pautou por enfatizar a importância das alianças políticas e da coesão partidária.

Além disso, políticos do Maranhão, estado em que Flávio Dino se elegeu governador por duas vezes e, por último, senador, ainda não se manifestaram em defesa do correligionário a não ser de forma muito tímida, aqui e acolá, pelas redes sociais. Também é só.

Ninguém subiu a tribuna, nem na Câmara e nem no Senado, para defender Dino daquilo que ele classifica como fake do jornal, o Estadão, que estampou a notícias que ele, teria recebido em seu gabinete Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense.

Nem mesmo os mais próximos, como o deputado federal Macio Jerry e a senadora suplente Ana Paula Lobato (PSB) que ocupa a vaga de Dino no Senado.

Dino está praticamente sozinho nessa situação embaraçosa e no mato sem cachorro.

É impressionante como aqueles que outrora apoiavam fervorosamente o ministro, sobre tudo no Maranhão, agora se mantêm em completo silêncio e distante.

A falta de apoio político também pode representar um obstáculo para o projeto de Flávio Dino de se tornar ministro do STF. Que ninguém tenha dúvida.

Para ser um capa-preta, Dino terá que passar pelo crivo da sabatina dos senadores de direita e de esquerda que quererem arranca-lhe o figado.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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