Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Arruda achava que o PSD iria para o mesmo buraco de sua candidatura

Irritado com o apoio do partido a Celina Leão, ex-governador reclama da decisão e parece não aceitar que sua candidatura foi retirada do jogo

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José Roberto Arruda apareceu em sua rede social nesta segunda-feira (28) para reclamar do PSD, o seu partido, bem como de todos os candidatos que disputam vagas para a Câmara Federal e a Câmara Legislativa pela legenda.

Ele acreditava que todos iriam para o mesmo buraco que enterrou a sua inelegível candidatura.

Diz ele no Instagram que foi surpreendido no domingo a noite com a decisão do PSD, o seu partido,  de declarar apoio à candidatura da governadora Celina Leão (PP), que lidera todas as pesquisas e pode vencer ainda no primeiro turno no próximo domingo (04).

Arruda acreditava que o partido que lhe deu legenda, mesmo sabendo de sua inelegibilidade, poderia seguir junto com ele para o mesmo buraco.

Tentou destacar o governo dele como o melhor de toda a história do DF. Esqueceu-se de falar, no entanto,  que foi também o primeiro governador na história do país a ser preso por crimes de corrupção, que lhe renderam sete condenações, o que o tornou inelegível até 2033.

A queixa não é só contra a executiva nacional do PSD. Arruda é contra a realidade. O PSD fez o cálculo que qualquer partido faz quando o nome majoritário sai do jogo: não há obrigação de afundar a nominata por quem a Justiça já tirou da urna.

Candidatos a deputado federal e distrital da legenda não existem para servir de plateia de ressentimentos. Existem para se eleger.

Fora do jogo, o tamanho político-eleitoral de Arruda foi medido pela Pesquisa Real Big Data, divulgada nesta terça-feira (29). Ele aparece com míseros 3%, empatado com Paula Belmonte (PSDB), 2%, e Ricardo Cappelli (PSB), 1%.

O nome ainda aparece na espontânea apenas como lembrança. Quem lidera, e com folga, é Celina. O ex-governador ainda tenta vender a tese de que o partido lhe deve lealdade eterna.

Deve, no máximo, o que a lei e o calendário eleitoral permitem. A legenda lhe deu palanque, sabendo do risco jurídico, e o risco se confirmou. A sigla virou a página. Ele, não.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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