Ao menos o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais acenderam o sinal de alerta neste início de ano eleitoral para conter a atuação de uma chamada “mão invisível”, disposta a laçar partidos e candidatos, especialmente na disputa pelo Buriti.
Segundo denúncias, o grupo opera com força no governo do Amazonas e busca expandir seus tentáculos sobre partidos e candidatos em outras unidades da Federação.
Diferentemente da metáfora de Adam Smith sobre o mercado autorregulado, o termo é usado, no contexto brasileiro, para designar redes ocultas de influência que não priorizam votos, mas a construção antecipada de poder junto a futuros governantes e parlamentares.
A estratégia abriria portas para negócios públicos questionáveis, como contratos superfaturados, atas de registro de preços manipuladas, dispensas irregulares de licitação e esquemas em áreas sensíveis, como saúde, educação e infraestrutura.
O alerta ganhou dimensão nacional após bate-boca na sessão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), na segunda-feira (9), em Manaus.
Ao discutir contratos bilionários da educação no governo Wilson Lima (União Brasil), o conselheiro Ary Moutinho Jr. afirmou haver uma “mão invisível” direcionando acordos na Seduc-AM, citando a influência de um lobista que “manda e desmanda” na pasta e defendendo investigação com apoio da Polícia Federal.
A mesma engrenagem já teria atuado em Goiás, durante a gestão passada em Goiânia, e agora mira o Distrito Federal, com promessas de aportes milionários.
É agora, com a oferta de aportes milionários para campanhas, a “mão” tenta se estabelecer, oferecendo bondosas e generosas ajudas, registradas em áudios e vídeos guardados em seu “diário de lembranças”.
O recado é claro: candidatos ao Buriti precisam redobrar a vigilância.



