A disputa pela sucessão no Palácio das Esmeraldas já tem dono. Enquanto Marconi Perillo (PSDB) luta para montar uma frente mínima e revive o passado, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) constrói uma hegemonia política inédita e caminha a passos largos para governar Goiás a partir de 2027.
Os números da mais recente pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (18), são implacáveis.
No cenário espontâneo, Vilela já aparece com 9% das intenções de voto contra apenas 4% de Perillo.
Nos cenários estimulados, a vantagem se amplia: Vilela lidera com 34%, enquanto o ex-governador fica na casa dos 24%, diferença de pelo menos 10 pontos em todos os testes.
Por que Vilela supera o principal adversário com tamanha folga? A resposta está na percepção clara do eleitorado goiano: continuidade versus retrocesso.
Perillo carrega a imagem de um modelo antigo, marcado por rastro de corrupção e uma rejeição histórica.
Já Daniel Vilela é visto como o herdeiro natural e o guardião do legado de Ronaldo Caiado, o gestor que manterá o ritmo de transformação que o estado vive hoje.
Essa força não é apenas numérica. Ela se materializa na maior coalizão política já construída em Goiás para uma sucessão.
No último sábado passado (14), em Jaraguá, Caiado lançou oficialmente a pré-candidatura de Vilela com a presença de 209 prefeitos (de 246 municípios), centenas de vereadores, deputados e lideranças de pelo menos dez partidos.
Trata-se de uma máquina eleitoral organizada, com capilaridade em todo o interior, algo que Perillo sequer consegue esboçar.
Tudo ganha contornos definitivos no dia 31 de março de 2026. Nessa data, Ronaldo Caiado deve se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência da República e passa a titularidade do governo a Daniel Vilela.
Com o tempo de gestão efetiva, Vilela consolidará sua imagem de administrador competente, próximo do povo e fiel ao projeto que já deu certo.

