A corrida ao governo do DF, começa a tomar forma e já reúne pelo menos 9 postulantes ao Palácio do Buriti. No entanto, apenas a chapa majoritária, encabeçada por Jofran Frejat (PR), se encontra com os nomes praticamente definidos. Os outros pré-candidatos a governador continuam em dificuldades para montar suas respectivas chapas
Por Toni Duarte
Há quatro meses para o registro de candidaturas ao processo eleitoral, apenas a chapa majoritária encabeçada por Jofran Frejat (PR), já possui as duas vagas de senador fechadas oficialmente.
A primeira vaga será disputada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM), e a segunda pelo empresário e ex-governador do DF, Paulo Otávio (PP).
O vice de Frejat virá do MDB e deve ser Fernando Leite, indicado pelo presidente do partido, Tadeu Filippelli.
De acordo com todas as pesquisas de intenção de voto realizadas entre o final de 2016 até agora, o médico e ex-secretário de saúde do DF lidera a corrida ao Buriti, deixando todos os pretensos concorrentes na casa de 1 dígito.
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Na mais recente coleta de dados, encomendada pelo Podemos, realizada com 4.034 entrevistados no mês de março desse ano, Frejat aparece com 27,1% das intenções de voto – aproximadamente 20 pontos percentuais a mais do que o segundo colocado, o governador Rodrigo Rollemberg (7,1%).
O governador não sabe até agora com quem contaria para montar a sua chapa. A maioria dos partidos que coligaram com o PSB a qual resultou na sua vitória em 2014, abandonaram o barco socialista no final do ano passado.
O PSB corre o risco de não encontrar partidos parceiros com musculatura política e tempo na TV para fazer parte da chapa majoritária encabeçada por Rollemberg e reelegê-lo para um segundo mandato.
Apenas o Podemos, Solidariedade e PV podem formar aliança com o PSB , mas sem nomes fortes para impulsionar uma chapa majoritária. Há quem diga que o PT pode embarcar na barca furada do governador.
Alírio Neto, que começou como coordenador do grupo de Jofran Frejat, a convite do deputado Alberto Fraga, se distanciou logo que se tornou presidente do PTB.
Inflado pelo ex-governador José Roberto Arruda, que prometeu ajuda eleitoral, o ex-distrital se colocou como pré-candidato a governador.
O recuo de Arruda fez Alírio, tentar uma aliança com o grupo das “madalenas arrependidas”, que reúne o PSD, PPS, PRB e PSDB.
Não se tem informações quais os nomes que comporiam com Alírio na formação da chapa para disputar o Buriti, já que dentro do mesmo grupo se encontra o deputado federal Izalci Lucas, presidente do PSDB-DF.
Izalci diz que não abrirá mão de sua pré-candidatura a governador por ter feito um compromisso com a direção nacional do PSDB para dar palanque ao presidenciável Geraldo Alckmin no DF.
O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, ainda pode mudar de opção. A princípio ele é o candidato oficial a governador do DF pelo PDT que tem Ciro Gomes como pré-candidato à Presidência da República.
O partido no DF, segundo a direção nacional, está livre para compor com qualquer chapa. No entanto, seguidores de Joe torcem para que ele saia para deputado federal e se preparar melhor para vôos mais altos em 2022.
Joe Valle pode definir o seu rumo político eleitoral até junho quando abrir o prazo para registro de candidaturas.
O vai-e-vem de Eliana Pedrosa (PROS), pode tirá-la da política mais uma vez como ocorreu em 2014.
A ex-deputada distrital que seria eleita esse ano folgadamente para uma das oito cadeiras de deputado federal pelo DF, corre o risco de não decolar com a sua candidatura a governadora.
O PROS faz parte da base do pior governo da história de Brasília.
Uma banda dos candidatos do PROS apoiará o senador Hélio José que é pré-candidato a deputado federal.
A outra parte apoiará a reeleição de Rodrigo Rollemberg, a exemplo da deputada distrital Telma Rufino, presidente do partido no DF.
Pedrosa fez uma opção sem volta. No PROS ela foi obrigada a assinar um documento se comprometendo a não concorrer como deputada federal e nem a distrital. A exigência foi feita à direção nacional do partido por Hélio José.
Diante das dificuldades, a ex-distrital até que tentou retornar à coligação encabeçada por Jofran Frejat, para ser vice dele ou disputar uma das vagas de senador. Não logrou exito, foi preterida.
E a família Roriz? Bom: O clã acredita que pode eleger todos os postes da família.

