Uma semana após ter estourado a crise que abateu a Câmara Legislativa do Distrito Federal com a “Operação Drácon” da Polícia Civil e do Ministério Público, o presidente da CPI da Saúde, Wellington Luiz (PMDB), disse que mais do que nunca a Comissão Parlamentar de Inquérito irá até o fim para apurar os casos de corrupção no sistema de saúde do DF.
esta quarta-feira será ouvido o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, considerado personagem central na investigação que apura suposta cobrança de propina sobre créditos orçamentários usados para o pagamento de dívidas do governo com empresas de UTI.
Na retomada dos trabalhos depois do furacão de denúncias que varreu a CLDF e que provocou a queda de toda a mesa diretora do poder legislativo sob a acusação de envolvimento em um suposto esquema de pagamento de propinas com o dinheiro da saúde, a CPI ressurge com uma nova formatação.
Os deputados, Bispo Renato Andrade, Cristiano Araújo, Julio Cesare Raimundo Ribeiro pediram para deixar a CPI da Saúde. Eles foram substituídos pelos suplentes e pediram para serem ouvidos pela CPI. Os novos membros são, na sua maioria, da base aliada do governador Rodrigo Rollemberg que nunca quis que fosse instalada uma CPI para investigar o caos na saúde pública do Distrito Federal e a lama da corrupção que atinge o setor.
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Apesar de a CPI ter na sua maioria parlamentares ligados ao governo, no entanto, o presidente da comissão Wellington Luiz disse que a comissão não mudará em nada na sua rigorosidade no trato das investigações.
“Assim como nós fomos rigorosos na imparcialidade não deixando que a CPI fosse transformada em um holofote político quando a maioria dos seus membros era da oposição contra o governo, agora com esse novo formato não iremos permitir que aliados do governo transformem a CPI em escudo de proteção a quem quer que seja”, disse o distrital.
Wellington Luiz afirmou que apesar dos últimos acontecimentos ocorridos com a Câmara legislativa, os trabalhos da CPI voltarão à normalidade a partir desta quarta-feira. Ele fez uma avaliação como operador de segurança, já que é servidor de carreira oriundo da Polícia Civil do Distrito federal, sobre o afastamento da mesa diretora da Câmara Legislativa:
“As circunstâncias que levam aos fatos não deixam de se fazer a seguinte indagação. Por que um fato que ocorreu em dezembro do ano passado só agora vem tona? O que impediu para que esse fato grave, logo que surgiu, chegasse ao conhecimento das autoridades e do conhecimento público? Por que esconderam o fato por muito tempo? Fica a impressão de que guardaram isso para intimidar a CPI da Saúde, principalmente no momento em que os indícios de corrupção do dinheiro público começam a aparecer. Mas estão enganados os que pensam que a CPI ficou abalada e desacreditada. A CPI vai continuar investigando e apurando os fatos. Quem tiver envolvimento comprovado com a roubalheira do dinheiro da saúde terá que responder por isso”, concluiu o distrital.
Da Redação Radar

