O ASSUNTO É

Paulo Bilynskyj critica PEC 18 por centralizar poder na segurança pública

Publicado em

Durante audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, posicionou-se de forma contundente contra a proposta apresentada pelo governo.

A audiência, ocorrida nesta terça-feira (16), contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que defendeu a PEC, mas enfrentou críticas pela falta de diálogo e pela abordagem centralizadora do texto.

A comissão especial é presidida por Aluísio Mendes (Republicanos-MA) e tem como relator Mendonça Filho (União-PE).

Bilynskyj destacou que a PEC 18/2025, ao propor a concentração do poder legislativo em questões de direito penal e processual penal nas mãos da União, ignora a realidade brasileira e os modelos de sucesso em segurança pública.

“É preocupante notar que o discurso em torno dessa PEC não tem se sustentado em argumentos que realmente se conectem com a realidade brasileira. O que está em jogo é a centralização do poder legislativo nas mãos da União, algo que vai na contramão do que realmente necessitamos: a descentralização”, afirmou o deputado.

O parlamentar também criticou a falta de debate aprofundado e a postura do ministro, que, segundo ele, evitou responder aos questionamentos levantados.

“É inaceitável que essa PEC, que muitos consideram uma proposta sem sentido, não leve em conta o que realmente é necessário para melhorar nossa segurança. A falta de discussão e debate aprofundado é alarmante, especialmente quando o ministro, ao ser confrontado, evita o diálogo e se esquiva dos questionamentos”, declarou Bilynskyj.

A PEC, defendida pelo governo com base em parcerias com organismos internacionais, como a Interpol, foi apontada pelo deputado como uma proposta que desconsidera a eficácia de sistemas descentralizados, nos quais os estados têm maior autonomia para lidar com suas realidades locais.

Bilynskyj reforçou a necessidade de revisar o texto para que ele traga contribuições efetivas à segurança pública, alertando que, em sua forma atual, a proposta “parece mais uma comédia do que uma solução coerente”.

A expectativa, segundo o deputado, é que a comissão especial promova um debate mais amplo e encontre um caminho que atenda às reais necessidades dos cidadãos brasileiros.

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

Leia também

Mega da Virada premia 6 apostas; cada uma vai receber R$ 181,8 milhões

Seis apostas vão dividir o prêmio bilionário da Mega da Virada, sorteado nesta quinta-feira (1º), no valor total de R$ 1.091.357.286,52. Em nota, a...

Mais Radar

00:00:34

Davi Alcolumbre solta o rebolado no brega amapaense e viraliza!

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, voltou às raízes no Amapá...

DF: Orçamento 2026 tem R$ 74,4 bilhões e atuação firme de Eduardo Pedrosa

A aprovação da LOA 2026, com orçamento de R$ 74,4 bilhões, reforçou a liderança de Eduardo Pedrosa nas definições fiscais do DF. Sua atuação assegurou diálogo amplo, inclusão de emendas e equilíbrio no uso dos recursos públicos para o próximo ano.

CLDF aprova reajuste de gratificação de professores e orientadores

A Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (9), o Projeto de Lei...

CPMI do INSS rejeita convocação do filho de Lula e Jorge Messias

O embate na CPMI do INSS se intensifica após a rejeição das convocações de Lulinha e Jorge Messias. Governo fala em denúncias sem provas, enquanto a oposição acusa blindagem e questiona a postura dos parlamentares.

Mostra Aquilombadas na CLDF celebra memória negra e força das mulheres

Deputada Jane Klébia destaca a força das mulheres negras na mostra “Aquilombadas”, ressaltando a urgência de combater o racismo estrutural e promover igualdade. Sua atuação reforça a valorização da arte, da memória e da resistência afrodescendente.

Últimas do Radar