O ASSUNTO É

MALA SEM ALÇA: CRISTOVAM MONTA NOS ALIADOS SÓ PENSANDO NELE

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Pegar carona e pular do barco na hora certa tem sido a especialidade do senador Cristovam Buarque, desde quando se filou ao PT para ser governador do DF. É o que sustentam alguns integrantes da classe política brasiliense que vêem no senador um comportamento oportunista que desta vez pode dar errado não se reelegendo para o terceiro mandato de senador

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Izalci Lucas, pré-candidato ao Buriti pelo PSDB-DF, não fala. Mas figuras carimbadas do ninho tucano confidenciaram ao Radar nesta quarta-feira (27/06), que o senador Cristovam Buarque (PPS), está usando o processo político de alianças partidárias apenas para se manter vivo na mídia.

“Cristovam estimula pré-candidaturas ao Buriti e segue plantando a cizânia, mesmo tendo ele anunciado que o pré-candidato a governador seria o deputado Izalci Lucas”, reclama um tucano de alta plumagem.

O racha do grupo das “madalenas arrependidas”, formado por PSD, PRB, PMB, PSDC, PSC, Patriota, PSL, PPS e PSDB, começou a ficar mais visível na terça-feira (26/06) com o agravamento da crise vivida pelo PSDB, pelas mãos do ex-deputado distrital Paulo Roriz.

O sobrinho do ex-governador Joaquim Roriz, é autor da ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a recondução monocrática de Izalci ao comando do partido.

Antes, Cristovam e o deputado Rogério Rosso (PSD), encostaram Izalci contra a parede e estabeleceram dez dias para que as pendências judiciais fossem resolvidas para então decidirem se Izalci continuasse a liderar a chapa majoritária como pré-candidato a governador.

Além disso, os dois exigem a divulgação de pesquisas de intenção de voto encomendadas para terem uma ideia da aceitação pelo eleitorado brasiliense aos nomes postos dentro da coalizão.
Mas o comportamento de Cristovam vai além das duas imposições criadas apenas para embaralhar o jogo, segundo uma fonte do próprio PSDB.

O senador é acusado de estimular a candidatura de Wanderley Tavares, presidente do PRB-DF, assim como também havia estimulado a candidatura de Alírio Neto, presidente do PTB-DF,  quando este ainda fazia parte das “madalenas arrependidas”.

Cristovam Buarque é senador pelo PPS desde 2016, mas foi eleito em 2010 ao disputar o cargo pelo PDT, no qual entrou em 2005, após sair do PT.

Nas eleições de 2014, Cristovam integrou a coligação “Somos todos Brasília” formada pelos partidos PSB, PDT e PSD, que apoiou Rodrigo Rollemberg (PSB) para governador do Distrito Federal.

Da mesma forma como fez com o ex-governador Agnelo Queiroz (PT), ao dar um pé na bunda do petista, fez o mesmo ao chutar o traseiro do governador Rodrigo Rollemberg que o ajudou a eleger.

Desde quando iniciou a pré-campanha eleitoral de 2018, o ex-reitor da UNB, já andou pela cozinha de todos os pré-candidatos ao Buriti. Flertou com a coligação de Jofran Frejat, mas se bandeou para Izalci. Em seguida estimulou Alírio Neto e agora acha o empresário Wanderley Tavares (PRB), que nunca disputou uma eleição, um candidato competitivo.

De galho em galho Cristovam pula. Uma operação arriscada para o senador que foi abandonado pela esquerda e que precisa dos votos da direita para continuar no céu de costas para o DF.

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