O ASSUNTO É

Ibaneis cumpre mais promessas em 100 dias, do que Rollemberg que não cumpriu nada em quatro anos

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Eleito governador no segundo turno das eleições em outubro do ano passado, com 1.042.574 votos, o equivalente a 69,79% dos votos válidos, Ibaneis Rocha (MDB) chega aos “Cem Dias” de governo cumprindo, gradativamente, as promessas de campanha. Diferente do ex-governador Rollemberg (PSB), que chegou no último dia do mandato olhando para trás, justificando o rombo financeiro deixado por Agnelo (PT)

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Uma semana após ter sido eleito governador do DF, Ibaneis Rocha não fez como a maioria dos seus antecessores que começaram a trabalhar só depois da posse.

Enquanto Rollemberg avisava aos brasilienses, nos seus primeiros 100 dias de governo, de que não era nenhum “salvador da Pátria” para vencer uma crise que impedia a resolução mais rápida dos problemas do DF, o seu sucessor Ibaneis Rocha fez diferente.

Ainda como  governador eleito a primeira iniciativa de Ibaneis foi a de abrir um canal de diálogo com o governo federal para defender temas econômicos de interesse do DF, como o Fundo Constitucional e uma mudança no Estatuto das Metrópoles que permitiria a criação de uma “região metropolitana do DF.

No caso do Fundo Constitucional a investida de Ibaneis foi para explicar e impedir a redução do repasse mensal ao DF que serve para custear a segurança pública e investimentos em educação e saúde, três setores mais sensíveis da população, os quais  foram o carro-chefe das promessas de campanha.

Nestes 100 primeiros dias do ano, o maior esforço do governo tem se concentrado na Saúde que se encontrava em estado terminal e que aos poucos volta a se reanimar.

O governador enfrenta problemas pontuais de superlotação nas unidades de saúde como de Santa Maria e Brazlândia, em decorrência da grande demanda de pacientes que migram das cidades do Entorno como Águas Lindas, Luziânia e Santo Antonio do Descoberto que pertencem ao Estado do Goiás.

Apesar de tudo, ocorreu uma melhoria no atendimento médico hospitalar do DF nestes primeiros 100 dias de governo.

“Estamos falando de seis mil cirurgias no período de 100 dias[em 2018] e vamos chegar a 18 mil cirurgias no mesmo período. Estamos tratando do triplo. São coisas que estão acontecendo”, comemorou Ibaneis Rocha.

O segredo do governador para tal feito, segundo ele,  foi a conquista da confiança dos servidores da rede hospitalar.

A política de valorização dos servidores passa pela quitação de dívidas  como as referentes à última parcela do Trabalho em Período Definido (TPD) do mês de dezembro passado e a licenças-prêmios não usufruídas em 2018.

Ao todo, a secretaria já pagou, nestes 100 dias de governo, R$ 32.525.363,15 relacionados a débitos com os servidores, que remontam a 2002.

Além disso, está em curso a criação de um plano para remuneração “justa e variável” em função de metas, prazos e resultados estabelecidos para um conjunto de cada categoria e a previsão de plano de saúde em algumas áreas, capacitação continuada, aumento no auxílio-alimentação e reestruturação de carreiras, além de concursos públicos.

Na área da Segurança Pública, para o que era e como está neste início do novo governo, pode ser medido com a reabertura, em regime 24 horas por dia, de 14 delegacias que se encontravam fechadas durante todo o governo Rollemberg.

O governador dos atuais 100 dias  fez o que seu antecessor não fez durante quatro anos.

Ibaneis foi ao ministro da Economia, Paulo Guedes, acompanhado do diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, e do secretário de Fazenda do DF, André Clemente levar em mãos o texto do projeto que viabiliza a paridade de salários entre as polícias Civil e Federal.

A Policia Militar e o Corpos de Bombeiros estão dentro das mesmas tratativas feitas com o governo federal as quais devem  repercutir em melhorias de condições para as instituições militares do DF.

O governo Ibaneis herdou 200 escolas caindo aos pedaços que precisam de urgentes reformas. O plano do governo é resolver tudo nos próximos 4 meses.

Mas a política educacional do governo Ibaneis, com maior repercussão, foi a implementação das escolas de gestão compartilhada com a Polícia Militar. Quatro escolas já contam com o novo modelo que deve se estender para todo o DF.

Com um déficit gigantesco nas contas públicas, os 100 dias  de Ibaneis no Buriti, é considerado um período muito curto para tirar o DF do caos, mas muito valioso para avaliar se deve ou não mexer no time.

Sem perder a ousadia de fazer, o governador afaga a esperança:

“Tenho certeza que essa cidade de Brasília tem jeito e vamos dar jeito no Distrito Federal”, afirmou Ibaneis.

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