O ASSUNTO É

EDUARDO CUNHA MANDA RETIRAR CRÍTICAS CONTRA ELE NA TV CÂMARA

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EDCUNHAA TV Câmara censurou críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no programa Fatos e Opiniões veiculado no dia 20 de novembro, um dia após a turbulenta sessão em que Cunha foi alvo de duras críticas de deputados que o acusavam de interferir em benefício próprio no Conselho de Ética da Casa.

                                                             

LETRA A denúncia foi feita em uma reportagem veiculada neste domingo, 3, no jornal Globo. Entre os que tiveram as críticas cortadas no programa está a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Última a discursar, ela fez uma das críticas mais rígidas contra Cunha. “Chega, senhor presidente. O senhor não consegue mais presidir. Levanta dessa cadeira, Eduardo Cunha”, disse a deputada. Em seguida, cerca de 100 deputados se levantaram e deixaram o plenário em direção ao conselho para protestar contra Cunha.


A versão original do programa, veiculada inicialmente no portal da TV Câmara, incluía as críticas a Cunha. No entanto, a versão que foi ao ar na televisão no dia seguinte apresentava a sessão editada, sem as críticas ao presidente da Casa. Posteriormente, a vesão no portal também foi alterada, retirando os trechos que atacavam diretamente Cunha.

Outros deputados que tiveram as críticas censuradas foram Jandira Feghali (PcdoB-RJ) e Rubens Bueno (PPS-PR). Na sessão Jandira disse que Cunha está “diretamente envolvido no caso investigado”, fala que foi cortada do programa. Já Bueno teve suprimido o trecho em que disse que Cunha “perdeu as condições de presidir a Casa”.

A TV Câmara confirmou os cortes e disse que foi um erro a versão original, sem a edição, ter ido ao ar no portal. O diretor-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Câmara, Cláudio Lessa, justificou os cortes afirmando que foram feitos porque Cunha não se defendeu das acusações. Segundo ele, o presidente da Casa não interferiu na decisão de cortar os trechos.

“Eles estavam batendo no Cunha, mas ele não se defendia. Não houve o contraditório. Ele não respondia e não dava o contraponto. Corríamos o risco de ser injustos e tendenciosos naquela primeira edição”, disse Lessa.

Publicado por Radar/ Fonte: O Globo

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