Radar/Opinião

Por Toni Duarte
Por Toni Duarte
Editor-chefe do Radar DF
O ASSUNTO É

JOGO DE INTERESSE: Eleição da mesa diretora da Câmara Legislativa pode derrotar ou consagrar Rollemberg

Publicado em

candidatosA eleição para a presidência da CLDF amanhã será uma antecipação do que está por vir na cena política do DF para os próximos dois anos.

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*rogerio-ulyssesPor Rogério Ulysses

letra-apéssima avaliação do governo Rollemberg e sua baixíssima popularidade levaram o governador a deixar de lado o discurso politicamente correto da independência dos poderes e o levaram a um pragmatismo cínico e a uma busca desesperada por votos.

Rollemberg quer eleger Agaciel Maia a todo custo. Rollemberg jamais teve na Câmara Legislativa uma voz que falasse em nome do governo. Raimundo Ribeiro e Júlio César que se aventuraram a defender Rollemberg como líderes do governo foram atacados pelo próprio governo com a Operação Drácon.

Rollemberg não se intimidou em participar ativamente do desgaste político de seus dois líderes. Sem contar a falta de habilidade política do governo que empurrou antes a aliada Celina Leão para a mais radical oposição. Assim é Rollemberg, um animal político que na primeira oportunidade ataca aqueles que antes o defendiam.

Geralmente nas eleições para mesa diretora não há duas ou mais chapas pois nas articulações já ficam também definidas as composições das comissões permanentes, principalmente a CEOF e a CCJ. Sem contar os cargos em comissão na estrutura da casa, a cota de verba de publicidade e tantos outros interesses.

Se Agaciel for o candidato de consenso e houver apenas uma chapa ele será eleito presidente e Rollemberg sairá vitorioso.

Agora se houver alguma outra chapa há uma enorme possibilidade de Agaciel perder a eleição e Rollemberg acumular mais uma derrota. Tudo dependerá da difícil tarefa de saciar a ganância por cargos e propor outros interesses impublicáveis. Fato é que Rollemberg não goza da confiança nem da classe política, nem da população nesse momento.

Esse governo optou por uma agenda de derrubadas truculentas e seletivas. Fez da AGEFIS seu carro chefe. É um governo sem marca, sem obras, sem realizações. Um governo sem transparência, que não dialoga com ninguém é se enfraquece a cada dia.

Os atuais deputados distritais sabem que andar ao lado de Rollemberg não é uma boa estratégia política. Pode haver uma reviravolta e Rollemberg, Agaciel, o PT e os deputados distritais submissos ao governo serem surpreendidos por uma engenharia política daqueles deputados que lutam por um legislativo independente e afinado com os interesses da população. Amanhã veremos se Rollemberg vai conseguir colocar o Jabuti em cima do toco.

*Rogério Ulysses é professor e ex-deputado distrital do PSB

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