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A virtude da bicicleta para a mobilidade urbana

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*Por Wander Azevedo

A mobilidade nas cidades é uma discussão quotidiana, pautada como solução dos problemas causados pela falta de transporte público adequado em nossas cidades criando insatisfações diárias ao cidadão e aos governantes, cobranças por soluções de curto prazo com agilidade e baixo custo.

Em Brasília temos um transporte público de baixa qualidade para atender ao cidadão, pois mesmo com suas vias largas o governo local não consegue diminuir o custo das passagens e atender de forma satisfatória ao usuário.

Hoje o metrô do DF tem 42,38 Km e necessita de ampliação de sua extensão para atender um maior número de pessoas e o veículo leve sobre pneus (VLP) também não atende as demandas de todas as regiões administrativas e falta uma melhor infraestrutura de transporte para atender todo o corredor norte.

Uma das iniciativas viáveis para esse problema são as bicicletas, um modelo de mobilidade urbana de forma versátil, não poluente e um modo saudável de se locomover entre os diversos locais e distâncias, bastando ter disposição para pedalar.

Essa respostar de baixo custo deve ser um virtuoso sistema de planejamento cicloviário de excelência como nas cidades que resolveram priorizar sua infraestrutura com ciclovia; ciclofaixa; ciclorrota, ciclovia operacional, como meio de transporte. Neste sentido devemos seguir o exemplo das cidades de Amsterdã, Copenhagen, Bordeaux, Sevilha entre outras cidades pelo mundo que de forma versátil priorizam o direito de ir e vir do cidadão.

A política de redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o acesso de financiamento que foi dado aos automóveis deveriam ser repassada as bicicletas, pois de acordo com o IBGE, cerca de 1/3 dos que se utilizam da bicicleta como meio de transporte no Brasil tem renda familiar de até 600 reais e outros 40%, de até 1.200 reais.

No Distrito Federal em 2014 foram construídos cerca 262 km seria um avanço quanto à conquista de espaço urbano compartilhado, porém a descontinuidade das obras, a falta de nivelamento do calçamento, a falta de pesquisa de perfil de demanda, melhor sinalização e maior abrangência de implantação de ciclovias, tornaram as obras uma peça de ficção que devem ser refeitas para a melhor qualidade de vida do brasiliense.

*Wander Azevedo é Diretor Executivo da Associação Comercial do Jardim Botânico.

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