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Auxílio Brasil só compra cesta básica em algumas capitais

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O auxílio Brasil não é suficiente para comprar uma cesta básica em algumas capitais. Cerca de 700 mil famílias não conseguem adquirir o ítem na capital paulista, por exemplo, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O Ministério da Cidadania mostra que o valor do kit básico de alimentos custava em média R$ 749,78 em agosto, R$ 149,78 mais do que valor recebido.

Das outras 11 capitais pesquisadas, o valor do benefício comprar uma cesta básíca em apenas 5 lugares. O custo de vida é o que mais explica a diferença no poder de compra, segundo o Dieese.

Baseado em uma pesquisa publicada no ano passado, o coordenador da Cátedra Ruth Cardoso e professor do Insper, Naercio Menezes esclarece como benefícios sociais podem ter impactos distintos nos orçamentos familiares de diferentes regiões.

O estudo mostrou que uma pessoa do Ceará precisaria de R$ 134 para comprar alimentos e consumir as calorias necessárias referente a um mês.

Na capital paulista, o valor subia para R$ 180. Isto é, uma família com 4 pessoas precisaria de R$ 736 para comprar comida em quantidade adequada.

O coordenador Naercio frisa que “os R$ 600 (do Auxílio Brasil) não são suficientes para a pessoa que mora na região metropolitana de SP comer e ter as calorias necessárias, por isso que tem a volta da fome”.

As demais cidades onde o auxílio é insuficiente abrigam 1,7 milhão de famílias beneficiárias. Chegam a 2,4 milhões com São Paulo. Uma pessoa que tem apenas o Auxílio Brasil como renda, não consegue comprar o mínimo.

Na visão do superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, antes de discutir valores por regiões, o país precisa melhorar o Cadastro Único e modular o programa com base na composição familiar.

Henriques, um dos criadores do programa Bolsa Família, ressalta que “a composição expõe as famílias a maiores desafios. Quanto mais crianças, mais apoio você deveria ter do estado. Talvez seja a variável mais definidora do programa”.

O superintendente acredita que com um bom cadastro, é possível calibrar melhor o valor de transferência de renda e fazer os endereçamentos necessários para aumentar a probabilidade de que uma família saia da pobreza porque será possível articular melhor as políticas sociais.

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