Pelo menos quatro das cinco empresas de ônibus que operam em grandes regiões do DF, como a região de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e São Sebastião, estão com as atividades paralisadas desde o início deste sábado deixando mais de 1 milhão de pessoas sem transporte público. O governo Rollemberg deu um calote de R$240 milhões nas empresas de ônibus que não tem como pagar os salários dos 12 mil rodoviários que cruzaram os braços
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Por Toni Duarte
situação é crítica. O governo tem uma divida em torno de R$ 220 milhões que o não é paga desde o inicio do governo Rollemberg, segundo os representantes das empresas que atendem as cinco bacias no Distrito Federal. A empresa São José que serve a região de Ceilândia em conjunto com a empresa Marechal foi a primeira atingida pela paralisação dos rodoviários. Os ônibus não saem deste às 4 horas da madrugada deste sábado (20).
Os 2.600 funcionários da São José cruzaram os braços depois de terem a informação que a empresa não tinha como depositar os 40% dos salários e nem como quitar o restante no próximo dia 5, conforme o calendário de pagamentos acertado entre patrões e empregados.
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Como efeito cascata a Marechal, Pioneira, Urbe também ficaram com seus ônibus retidos dentro das garagens. As empresas se queixam de um calote dado pelo governo Rollemberg que não paga uma divida que já atinge o valor de R$ 240 milhões referente à concessão de benefícios como os passes estudantis e as gratuidades regidas por lei para passageiros especiais e idosos.
As empresas estariam utilizando recursos próprios para manter o sistema funcionando e para pagar os acertos anuais com os rodoviários acordados em acordos coletivos. “Chegamos a um estado de crítico”, afirmou um gerente de uma das empresas afetadas pela paralisação.
O Radar apurou junto ao sindicato da categoria que os rodoviários só voltarão aos postos de trabalho mediante a garantia do pagamento dos salários. O governo, por meio do DF-Trans diz que não deve o valor que as empresas alegam. Diz ainda que não pode intervir na situação por ser em uma questão trabalhista que deve ser resolvida entre patrões e empregado.
Durante uma rodada de negociação na Secretaria de Mobilidade Urbana, o governo se dispôs a repassar um credito de R$10 milhões, o que representa apenas 4, 5% do valor da divida. O repasse, segundo os empresários não chega a cobrir 5% da folha de pagamento que as empresas terão que fazer a seus empregados.
Hoje, sábado, cerca de 1 milhão de usuários dos transportes públicos foram obrigados a cair nas mãos da pirataria. A continuar com a paralisação, na próxima segunda-feira, dia útil da semana, o número de pessoas que irão ficar sem ônibus será de dois milhões e 500 mil pessoas, segundo a estimativa das empresas.


