Desde a reabertura ocorrida há 11 dias, os restaurantes de Brasília retomam as suas atividades de forma lenta, apesar da flexibilização social. Grande parte da clientela ainda prefere o atendimento delivery, cujo faturamento não chega a 20% em comparação ao faturamento do setor antes da pandemia.
Brasília, além de São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo com a abertura, estabelecidas nas três capitais, dados da pesquisa do Sebrae e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontam que 71% dos empresários do setor alimentício acreditam que o retorno dos clientes vai demorar.
Segundo Almir Neto, presidente da Associação Brasileira para a Promoção da Alimentação Saudável e Sustentável (ABPASS), a expectativa é que o setor recupere o tempo perdido a partir do segundo semestre de 2021.
“Eu acredito, como muitos analistas, que o nível econômico dos restaurantes deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem. Para muitos a única saída foi o delivery, mas não conheço alguém que teve mais de 30% do seu faturamento anterior com o delivery, a média de lucro é no máximo 20% de recuperação do faturamento”, afirmou.
O faturamento foi baixo porque muitos pratos não são adequados para transporte, dificultando a venda de muitos restaurantes. O delivery no Brasil ainda precisa ser repensado.
- Dia dos Rolimistas passa a integrar calendário oficial do DF
- Brasília ganhará shopping ao lado do aeroporto, reforçando potencial turístico e econômico
- DF inicia testes com ônibus escolar 100% elétrico na rede pública
- CEB projeta modernização de energia fotovotaica no DF
- Fim de semana de esporte em Brasília: confira as mudanças no trânsito
Outro fator que pode diminuir a procura dos consumidores por restaurantes é que os brasileiros estão criando o hábito de cozinhar, o que ganhou mais força neste período de pandemia.

