O ASSUNTO É

Até os irmãos se decepcionam com Rollemberg após vetar lei que isenta igrejas evangélicas de impostos

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Com a gana de arrecadar dinheiro para um caixa que sempre diz estar vazio, o governador Rollemberg não aliviou para as centenas de templos evangélicos espalhados por todo o Distrito Federal ao vetar o projeto 2076/2014, aprovado pela Câmara Legislativa, sobre a tributação das igrejas.

A proposta havia sido apresentada pela deputada Liliane Roriz (PRTB). O texto determinava a isenção de ICMS para contas de luz, água e telefone relacionadas aos templos, igrejas, terreiros, centros e outros prédios de ordem religiosa.

O esforço feito pelo pastor Alessandro, filiado ao PSB e assessor direto do secretário de Relações Institucionais do Governo de Brasília, Marco Dantas, não surtiu nenhum resultado prático esperado por todos os pastores de igrejas evangélicas do DF.

Os evangélicos esperavam uma boa ação do governador em manter a lei de Liliane Roriz que no ponto de vista da deputada “a lei é uma coisa importante, uma vez que as igrejas têm um papel social muito grande, até onde o Estado é ausente”, diz. Na justificativa do projeto, a parlamentar cita o artigo 150 da Constituição, que veda a instituição de impostos sobre templos.

Porém, Rollemberg não quis nem saber. Mandou a faca e vetou tudo. “Igrejas tem que pagar para se estabelecer”, teria dito ele.

Cansado de ser católico praticante desde criancinha no Rio de Janeiro onde nasceu, Rodrigo Rollemberg recebeu a unção do batismo evangélico no dia 23 do mês passado em cerimônia realizada no Ministério Amigo Íntimo de Samambaia.

Rollemberg foi acompanhado da deputada Celina Leão (PDT), presidente da Câmara Legislativa e convidada especial para o ato. Na oração que se seguiu à solenidade de batismo, Rollemberg pediu ajuda aos Céus para governar Brasília com sabedoria e honrar os compromissos assumidos durante a campanha. VEJA VIDEO.

Os evangélicos aplaudiram a decisão de Rollemberg. “As pessoas que vivem pela fé estão muito felizes com a atitude do governador; nós clamamos que a conversão dele seja verdadeiramente de coração, para que o povo volte a ter esperança, para que o clamor dos justos seja ouvido, para que caia por terra os meses de faraó e se inicie o governo dos justos, do qual o povo se alegra”, profetizou uma pastora de outra igreja evangélica.

Com o ingresso de Rollemberg na nova crença, todos acreditavam que havia chegado ao fim do choro e do gemido dos que clamam pela misericórdia de Deus, sobretudo os que foram recentemente alvo das mãos opressoras do Estado.

No entanto, os evangélicos do DF se enganaram. Para muitos, Rollemberg é o capeta do Buriti que derruba igrejinhas dos irmãos no Por do Sol e no Sol Nascente por terem sidos construídas em áreas publicas e quer que os templos religiosos paguem os impostos. Cabe agora a Câmara legislativa manter ou derrubar o veto do governador.

Da Redação Radar

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