O novo presidente da Associação Comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico, Claudemir Ribeiro Pita, que toma posse na AJAB nesta quinta-feira (24), disse que a proposta do Governo de Brasília de acabar definitivamente com a Administração do Jardim Botânico vai prejudicar 75 mil moradores da região causando um dano irreparável aos que pagam seus impostos e que precisam ser ressarcidos pela contribuição.
Desde quando assumiu o Buriti, no dia 1 de janeiro deste ano, o governador Rodrigo Rollemberg já tinha um plano montado, ainda durante o governo de transição, para acabar com varias administrações regionais sob a justificativa de cortar gastos. No pacote foi incluída a extinção da Administração do Jardim Botânico, Núcleo Bandeirante, Fercal, Varjão, Cruzeiro, Itapoã, SIA e Park Way.
Em maio o governador enviou o projeto a Câmara Legislativa mais a proposta sequer foi levada a plenário em decorrência da forte pressão feitas pelas comunidades afetadas.
Apesar de não ter sido votado o projeto de extinção das administrações regionais, no entanto o governador Rollemberg manteve a fusão sem nenhuma norma legal. Nos últimos nove meses o Jardim Botânico, a maior cidade condominial do DF, tem sido tratado como o quintal mal cuidado do Lago Sul e ignorada totalmente pelo Governo Rollemberg.
O lixo se espalha por todos os cantos, a segurança publica não funciona, o transito continua caótico e uma pequena e paliativa obra do DER iniciada em maio nunca é concluída. O administrador do Lago Sul que acumula a função de interino do Jardim Botânico vende a informação de que tudo vai muito bem.
“O governo de Brasília não pode ignorar 75 mil pessoas que pagam seus impostos e que lutaram pela criação de uma região administrativa há 11 anos atrás”, disse ao Radar o presidente eleito da AJAB, Claudemir Pita.
Ele afirmou que nenhuma das oito entidades representativas da região aceita a extinção da RA-XXVII como vem tentando o governo sem nenhuma conversa com a população. Claudemir Pita também afirmou que a Administração do jardim Botânico nunca produziu nenhum impacto sobre os gastos do governo, já que é zero os investimentos do GDF na cidade dos condomínios.
“Os moradores do Jardim Botânico contribuem com mais de R$ 100 milhões por ano em impostos, bem como são os moradores que custearam e mantém os mais de 90% de todo o pavimento asfáltico, rede de energia elétrica, rede de água, segurança e coleta de lixo, já que o GDF não pode fazer o mesmo serviços dentro dos condomínios. Por tanto, somos uma comunidade que não causa nenhum prejuízo ao governo”, justifica Claudemir Pita.
O presidente da AJAB citou que as únicas obras de infraestrutura realizadas pelo GDF foram feitas ainda em 2006 com a duplicação da DF-035 (Estrada Parque Cabeça de Veado), que liga o Lago Sul às regiões do Jardim Botânico e a duplicação de um pequeno trecho da 001 que passa em frente ao Jardim Botânico até o balão da Marinha obra realizada em 2009.
“De lá para cá temos recebido apenas migalhas e obras paliativas como a que estão sendo feitas pelo DER depois de muitas luta dos moradores cansados de penar nos engarrafamentos da cidade”, afirmou Pita.
O líder comunitário afirmou que vai mobilizar as entidades representativas da região para dizer aos deputados distritais que não concordam com a medida do governador Rollemberg que visa acabar com a administração regional do Jardim Botânico.
Da Redação Radar

