Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acumulado dos últimos 12 meses atingiu a marca de 4,62%. O patamar permanece ligeiramente acima do teto da meta estabelecida pelo governo federal, que tolera variação de até 4,5% ao ano.
O principal motor de contenção dos preços no período veio do segmento de habitação, único grupo a registrar variação negativa, com queda de 0,10%.
A retratação foi influenciada diretamente pela redução na tarifa de energia elétrica residencial, que encolheu 0,89% em razão do retorno da bandeira tarifária verde, eliminando cobranças extras nas faturas dos consumidores. Outro fator determinante para o alívio no índice foi o setor de transportes, onde os bilhetes aéreos baratearam em média 9,24%, exercendo o maior impacto individual de baixa sobre o indicador geral.
Em contrapartida, o grupo de alimentação e bebidas seguiu no caminho oposto, pressionando o custo de vida ao acelerar 0,88% no mês, puxado sobretudo pelos alimentos para consumo no domicílio.
Entre os itens que registraram os maiores aumentos estão produtos básicos de hortifrúti e mantimentos, como o tomate — que saltou 24,54% e liderou as altas individuais —, seguido pela cebola, batata-inglesa e arroz. Do lado dos combustíveis, óleo diesel, etanol e gasolina também apresentaram altas moderadas, impedindo um recuo mais acentuado do índice.
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