Em um trecho da carta de demissão escrita pelo secretário de Segurança Pública, o sociólogo Arthur Trindade, deixou o governador Rodrigo Rollemberg pra lá de constrangido ao deixar entender que o Governo de Brasília vendeu gato por lebre para a opinião pública ao anunciar que a violência havia diminuído e que o governo socialista detinha uma política de Segurança Pública eficaz.
secretário demissionário em carta publicada na mídia revelou: “Nossa taxa de homicídios é alta, a população segue insegura, desconfia das polícias e os serviços de polícia deixam a desejar. Tudo isso porque falta uma secretaria de fato capaz de ditar uma política de segurança”.
O que escreveu Arthur Trindade desnuda uma realidade sentida pela população desprotegida, no entanto maquiada pela Secretaria de Segurança Pública e Paz Social ao anunciar recentemente uma redução drástica no número de homicídios ocorridos no Distrito Federal.
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Há exatos 35 dias antes da entrega do seu pedido de demissão, ocorrido nesta quinta-feira (05), Trindade anunciava com toda pompa os números reduzidos da criminalidade ao apresentar um balanço de ocorrências relativas a setembro.
A conclusão do relatório apresentado por sua pasta é que o número de homicídios no Distrito Federal havia caído pelo nono mês consecutivo. Em setembro, segundo o balanço, houve queda de 32,3% em relação ao mesmo período de 2014. “Se considerado o acumulado do ano, a diminuição foi de 15,9%, em comparação aos nove primeiros meses do ano passado”, comemorou.
Ao deixar o cargo, depois de ser vencido na queda de braço que travou contra a Policia Militar por causa de um confronto entre policiais e professores grevistas que bloquearam as saídas dos Eixos Sul e Norte na quarta-feira passada, o secretário, em sua carta, resolveu revelar algumas verdades sobre a política de segurança publica de Rollemberg.
Ele deixou escapar nas entrelinhas de sua carta que o chamado programa “Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida”, projeto conduzido pelo governador e coordenado pela Secretaria de Segurança Pública e Paz Social (SSP), não passou de balela.
Apontou ainda que apesar de o DF ter em termos proporcionais o maior orçamento de Segurança Pública do país e com policiais bem pagos, “mas apesar disso, historicamente, as entregas na área de segurança pública têm sido pífias”. Com relação aos crimes contra o patrimônio, ele diz que os números ainda estão aquém das metas traçadas pelo governo.
Em suma: Arthur Trindade deixou o cargo que ocupava desde o início do governo em janeiro deste ano, atirando de bazuca contra o chefe maior por ter recuado da decisão tomada no dia anterior de demitir o comandante geral da Policia Militar, Coronel Florisvaldo César. O sociólogo havia pedido a cabeça do comandante da PM, mais quem caiu foi ele. O comando geral da PM não quis comentar a carta-bomba do ex-secretário, muito menos Rodrigo Sobral Rollemberg.
Da Redação Radar


