O corte brusco de 60% dos 16.742 comissionados no dia primeiro do ano e a indecisão do governador Rodrigo Rollemberg de nomear logo todos os novos administradores que faltam são os principais motivos da paralisação total de uma das maiores fontes de arrecadação do GDF: as administrações regionais.
A paralisia das 31 Administrações Regionais do DF é notória, mesmo naquelas ocupadas pelos chamados sete “super-administradores” nomeados na semana passada pelo governador. A falta de dinheiro parou de uma só vez a saúde e a educação no Distrito Federal.
O início do ano letivo foi adiado em Brasília porque parte das escolas está caindo aos pedaços. E, por falta de pagamento, muitas empresas também suspenderam os serviços nos hospitais. Sem manutenção, leitos de UTI fecharam. O que estava ruim, ficou ainda pior.
Segundo técnicos ligados a Secretaria da Fazenda do governo Rollemberg, nestes três primeiros meses do ano, as administrações regionais deixarão de arrecadar milhões de reais referentes impostos e taxas tais como: execução e a expedição de Alvarás de Construção, Cartas de Habite-se, Certidões de Numeração Predial, Consultas Prévias sobre o exercício de atividades econômicas, arbitramento de multas em decorrências de Autos de Infração lavrados pela fiscalização, cobrança pelo uso e ocupação do espaço público, além de outros encargos.
A dramática situação é alimentada pela falta de funcionários que começaram a serem eliminados depois das eleições pelo então governador Agnelo Queiroz que deu inicio a uma redução dos 17.515 cargos em comissão para 16.742.
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Em seguida Rollemberg foi mais agressivo nos cortes sob a justificativa que precisaria enxugar a pesada máquina pública. Os setores mais visados foram as Administrações Regionais que se encontram engessadas em sem funcionar.
Ainda não há, no entanto, um balanço sobre o tamanho da economia que foi feito com os cortes, mas já há um prejuízo na receita sentido pela Secretaria de Fazenda que está deixando de arrecadar taxas e impostos, efeito que pode perdurar até março, mesmo que Rollemberg decida nomear esta semana todos os seus administradores.
A caneta que serve para demitir é a caneta que serve para nomear outros. Ato natural de qualquer governo que entra. O entra e sai pode ser medido nas publicações diária do Diário Oficial do DF. Troca-se doze por uma dúzia. Sai os comissionados da era Agnelo e entra os comissionados da nova era Rollemberg.
Ontem, o Governador Rodrigo Rollemberg juntou no Buriti os sete administradores regionais onde teve informação de cada um deles do óbvio. A maior reclamação foi do vice-governador Renato Santana (PSD) nomeado interinamente para tomar conta da administração de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Brazlândia. Falta gente para fazer o serviço burocrático. O recolhimento do lixo e poda do mato grande que tomam conta das cidades estão capengas.
Durante a campanha e mesmo depois de eleito, Rollemberg repetiu que seu governo não seria loteado pelos partidos políticos. Diante de tal diagnóstico dos problemas de cada região, o governador Rodrigo Rollemberg não terá outra saída: se renderá a tal chamada “velha política” ou do “toma lá dá cá”. Até o PMDB que fazia cara de oposição já entrou na boquinha. Quer uma das diretorias do BRB. O deputado distrital Wellington Luiz espera por uma resposta.

