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AGORA É A VEZ DA RAPOSA TOMAR CONTA DO GALINHEIRO: Em oito meses, o Governo de Brasília afundou o BRB para fazer negócios com o BMG

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Os bancários ligados ao Banco de Brasília voltaram a se preocupar nesta terça-feira (8), após os fortes rumores da possível indicação do ex-secretário de Fazenda Leonardo Colombini em substituição ao atual presidente do BRB, Vasco Cunha Gonçalves, que estaria na corda bamba por causa do péssimo desempenho no primeiro semestre deste ano.

Durante esse curto período, a instituição diminuiu a rentabilidade em mais de 60%. Ao deixar a Secretaria de Fazenda no último dia 31, Colombini tornou-se consultou do Banco de Brasília e estar à espera do sinal verde de Rodrigo Rollemberg para assumir a presidencia do BRB.

A ida de Leonardo Colombini para a consultoria do BRB chama atenção pelo fato de o ex-secretário da Fazenda do governo de Antônio Anastasia (PSDB-MG) ter sido um dos principais defensores da escolha do BMG como operador da securitização de parte das dívidas do DF.

O sindicato dos bancários é contra qualquer atitude do Governo de Brasília que possa tornar o Banco de Minas Gerais (BMG), uma instituição financeira privada, para assegurar a securitização das dívidas do DF. Em resumo, trata-se da conversão de uma dívida em título negociável entre instituições financeiras. Em junho passado o sindicado pediu explicações ao governador Rollemberg sobre o assunto (veja aqui).

A ideia de Rollemberg, em forma de um projeto de lei enviado no inicio do ano para a Câmara Legislativa, foi rejeitado pelos distritais e pelos bancários. A securitização das dívidas, segundo a justificativa do governador, era para fazer caixa, não para o banco, mas para o governo.

O mesmo governo que diz ter recebido da aloprada gestão  anterior, em caixa, apenas R$64 mil reais e em seguida o Tribunal de contas de Distrito Federal e Territórios –TCDF mostrou que na verdade eram mais de 1,7 bilhão; que tem superado mês a mês a arrecadação de tributos em comparação a igual período do ano anterior; o mesmo que tem como um orçamento para o ano de 2015 a bagatela de R$30,8 bilhões e para 2016 valor acima de 31,3 bilhões.

Os deputados fizeram com que prevalecesse o BRB como operador de negociações que vão girar em torno de R$ 2 bilhões. A maior resistência dentro do CLDF foi à do deputado Bispo Renato Andrade (PR). “Por que o BMG e não o BRB?” questionou ele ao então secretário da Fazenda, Leonardo Colombini durante uma audiência na Câmara Legislativa.

Mas, ao que tudo indica agora, os tucanos mineiros e o BMG estão com um pé no comando do BRB. Segundo fontes políticas, tais interesses seriam para contemplar uma suposta aplicação financeira via BMG feita por um lobista na campanha de Rollemberg. Tem sentido.

Da Redação Radar

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