A Polícia Federal encontrou emails indicando que Alexandre Ramagem, deputado federal pelo PL e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, trabalhou para recrutar um servidor público do Rio de Janeiro para obter informações sobre Wilson Witzel, então governador e adversário de Bolsonaro.
Um arquivo chamado “Análise Primeiro Contato.docx” relatou uma “entrevista” com um assessor do vice-governador Claudio Castro. O objetivo era obter informações sobre Witzel e a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro no Ministério Público do Rio. Em troca, o colaborador recebeu um cargo no gabinete da Presidência da República no Rio.
Ramagem é investigado como suspeito de comandar um esquema ilegal de espionagem contra adversários políticos de Bolsonaro por meio de operações informais da Abin. Ao ser questionado pela PF se era comum pagar fontes humanas com cargos federais, negou conhecimento e disse que não recrutava informantes.
Também foi questionado sobre reunião no Palácio do Planalto com advogadas de Flávio Bolsonaro, gravada clandestinamente. Ramagem afirmou que a gravação foi acordada com o então presidente como prova de propostas ilícitas, e negou ter orientado a defesa de Flávio.
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