O anúncio do presidente do Rio Branco-AC sobre a contratação do goleiro Bruno, divulgado na madrugada desta segunda-feira, causou a saída do único patrocinador da equipe. A rede de supermercados Arasuper suspendeu o contrato com o time acriano.
O ex-goleiro do Flamengo foi condenado por homicídio triplamente qualificado pela morte de Eliza Samudio.
A relação entre a empresa e o clube também envolvia as categorias de base, com o fornecimento de alimentos aos jogadores que ainda não se profissionalizaram.

O jogador de 35 anos, que passou os últimos anos na cadeia, estava sem clube após uma rápida passagem pelo Poços de Caldas.
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O caso Eliza
A estudante paranaense está desaparecida desde o dia 4 de junho de 2010. Após um caso com Bruno em 2009, Eliza procurou a polícia no ano seguinte para dizer que estava grávida e que o então goleiro do Flamengo a agrediu para que tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, ela acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade.
A estudante e o filho estiveram no sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte (MG).

Segundo as investigações, Eliza teria sido levada do Rio de Janeiro para Minas por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e por um primo do goleiro que tinha 17 anos na época.
Ela teria sido mantida em cárcere privado no local e assassinada no dia 10 de junho pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
O filho de Eliza foi localizado pela polícia, e atualmente vive com a avó materna em Mato Grosso do Sul, mas o corpo da estudante jamais foi encontrado.
Em janeiro de 2013, após determinação da Justiça, o Cartório do Registro Civil de Vespasiano (MG) emitiu a certidão de óbito de Eliza.
O documento confirma a morte da modelo por “emprego de violência aplicada na forma de asfixia mecânica (esganadura)”, e indica como local do crime o endereço do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, na rua Araruama, em Vespasiano, e a data do dia 10 de junho de 2010.

