Na reunião desta segunda-feira (19) com o presidente Lula e seus ministros, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, enfrentou dificuldades ao relatar o progresso na busca por dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró.
Ricardo Lewandowski não soube o que dizer ao chefe. Disse apenas que as buscas continuam nestes mais de 30 dias de caçada, que envolve mais de 700 homens das forças de segurança federais e dos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.
Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, membros do Comando Vermelho, protagonizam a primeira fuga de uma prisão federal desde 2006.
O caso continua expondo o governo Lula e o próprio ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski.
Especialistas estimam que a caçada na caatinga potiguar já consumiu mais de R$100 milhões pela megaestrutura usada na captura dos dois fugitivos e que tem demonstrado sinais de fracasso e desmoralização.
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Os perigosos bandidos são membros da organização criminosa denominada Comando Vermelho.
Há informações dos serviços de inteligência do Ministério da Justiça de que os dois foragidos estão sendo ajudados pelo CV, o que torna a captura ainda mais difícil.
A caça de gato e rato parece não chegar ao fim. Definitivamente caçar bandidos não é o mesmo que se debruçar a letra fria da lei, como fez há anos Ricardo Lewandowski, antes de se tornar ministro da Justiça. Agora, o sistema é bruto.
É como diz o governador Ronaldo Caiado: Em Goiás bandido não se cria.
Que o diga o serial killer Lazaro Barbosa, fuzilado com mais de 100 tiros a após 20 dias de caçadas.



