Na reunião desta segunda-feira (19) com o presidente Lula e seus ministros, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, enfrentou dificuldades ao relatar o progresso na busca por dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró.
Ricardo Lewandowski não soube o que dizer ao chefe. Disse apenas que as buscas continuam nestes mais de 30 dias de caçada, que envolve mais de 700 homens das forças de segurança federais e dos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.
Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, membros do Comando Vermelho, protagonizam a primeira fuga de uma prisão federal desde 2006.
O caso continua expondo o governo Lula e o próprio ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski.
Especialistas estimam que a caçada na caatinga potiguar já consumiu mais de R$100 milhões pela megaestrutura usada na captura dos dois fugitivos e que tem demonstrado sinais de fracasso e desmoralização.
- Arruda? “Nunca mais”! Pesquisa Quaest registra a queda livre de um inelegível
- Fracasso anunciado: Bia terá de ir além do bolsonarismo se quiser chegar ao Senado
- Pesquisa Datafolha revela a magreza do PT e a crise da esquerda no DF
- Delmasso detona Cappelli e diz que Rollemberg tem vergonha de voltar ao Buriti
- Uma leitura que ninguém fez sobre os salamaleques de Michele Bolsonaro
Os perigosos bandidos são membros da organização criminosa denominada Comando Vermelho.
Há informações dos serviços de inteligência do Ministério da Justiça de que os dois foragidos estão sendo ajudados pelo CV, o que torna a captura ainda mais difícil.
A caça de gato e rato parece não chegar ao fim. Definitivamente caçar bandidos não é o mesmo que se debruçar a letra fria da lei, como fez há anos Ricardo Lewandowski, antes de se tornar ministro da Justiça. Agora, o sistema é bruto.
É como diz o governador Ronaldo Caiado: Em Goiás bandido não se cria.
Que o diga o serial killer Lazaro Barbosa, fuzilado com mais de 100 tiros a após 20 dias de caçadas.



