A auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego resgataram 53 cortadores de cana-de-açúcar que estavam em condições de trabalho análogas à escravidão no município de Inhumas, em Goiás.
A ação ocorreu no âmbito da Operação Cana Queimada, que contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os trabalhadores, que vinham de diversas regiões do país para buscar emprego na safra da cana-de-açúcar, eram obrigados a alugar um lugar para morar em cidades próximas a Inhumas, como Araçu e Itaberaí.
Uma vez garantida a moradia, eles eram obrigados a apresentar um comprovante de endereço aos empregadores, a fim de serem tratados como moradores da região.
Essa prática tinha como objetivo livrar os patrões da responsabilidade de fornecer alojamento e alimentação adequada aos trabalhadores, fundamentais para garantir suas condições básicas de dignidade.
Além disso, os cortadores de cana também eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho, em condições insalubres, recebendo salários muito abaixo do mínimo legal.
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