Está sendo lançado no Brasil um exame chamado Onco-PDO. Trata-se de um procedimento personalizado, feito em laboratório, onde os cientistas usam células recolhidas a partir da biópsia do câncer ou da cirurgia de ressecção do tumor e cultivam em 3D.
O teste é desenvolvido de acordo com as células encontradas no paciente. É um tipo de modelo onde as células não ficam aderidas à placa e preservam a arquitetura que é observada no tecido humano.
A biomédica Danielle Ferreira, explica que “a técnica permite que a gente tenha, em laboratório, o modelo que mais se assemelha ao que é observado no paciente”.
Segundo a especialista, a partir da criação do modelo, a equipe é capaz de testar vários tipos de tratamento para ver exatamente o que funciona contra o câncer específico do paciente.
Até o momento, o teste não é coberto por planos de saúde e nem está no Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento custa R$ 35 mil e está acessível apenas na rede particular.
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“O processo todo, da coleta do material até a liberação do laudo, demora, no máximo, 21 dias. O relatório mostra como as células responderam a cada tratamento, permitindo que o médico tenha informações suficientes para escolher a melhor terapia para o paciente”, ressalta Danielle.
Dentre os os procedimentos, o Onco-PDO pode ser usado em amostras de câncer de mama, pulmão, colorretal, próstata, pancreático, gástrico e de ovário.

