Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Jardim Botânico espera que o governo se importe com a regularização da região

Publicado em

Desde a sua existência, a cidade do Jardim Botânico, formada por mais de 80 mil moradores em toda a sua região, esperam que o Governo do Distrito Federal se importe com a segurança jurídica dos condomínios horizontais que precisam ser regularizados.

Durante anos, os moradores do Jardim Botânico, a maior cidade condominial do país, sofrem com a leniência exacerbada de setores do governo como Terracap, Secretaria de Habitação e Ibram.

É visível a falta de vontade técnica e política para promover a regularização fundiária da região, embora esteja amparada por leis e decisões judiciais da mais alta Corte do país.

Um Acórdão do Recurso Especial 607.940, do relator, e saudoso ministro Teori Zsvaski decidiu ser constitucional a Lei Complementar n 710/2005, para autorizar a regularização fundiária de loteamentos em Ato Normativo separado do PDOT.

Isto significa dizer que o GDF, se assim quiser, pode enviar para a Câmara Legislativa, Projetos de Leis Complementares, para aprovarem os índices de ocupação e uso do solo urbano informal, fora do atual PDOT.

A não observância deste Acórdão 607.940/DF, por parte da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF-Sedhu e da Terracap, está atrasando a regularização fundiária, por exemplo, dos condomínios Estância Quintas da Alvorada, Prive Morada Sul Etapa C e Mini-Chácaras do Lago Sul, Pousada das Andorinhas e Dom Bosco.

Parece que os ocupantes atuais dos órgãos responsáveis pela regularização fundiária urbana, no DF, esquecem que quando o Suprema Corte decide ser constitucional uma norma, esta decisão colegiada tem efeito vinculante para o Executivo e Judiciário, conforme o artigo 102, Parágrafo 2° da CF/88.

Não precisa ser advogado, o outro operador do direito para saber disso.

Também não precisa entender de economia, para saber que o governo pode se beneficiar, com mais dinheiro nos cofres, além de garantir a segurança jurídica dos 360 condomínios, atualmente passiveis de regularização, em todo o Distrito Federal.

No entanto, até hoje, a omissão no processo de regularização fundiária urbana no território da capital federal é de clareza solar por parte dos órgãos responsáveis.

Foi assim durante o governo Rollemberg, que preferiu derrubar casas do que regularizar e continua sendo na gestão Ibaneis, que não derruba, mas também pouco regulariza.

Não se tem registro, até agora, de que algum deputado distrital fez gestos nesse sentido para ajudar a comunidade, mesmo por parte daqueles que usaram a Administração Regional da cidade como seus cabides de empregos

A classe média que habita o Jardim Botânico, empreendeu milhões de reais, dotando a cidade com infraestrutura internas de seus condomínios, como água, sistema de esgoto, asfalto, iluminação pública, limpeza e segurança privada.

Ou seja: a cidade foi construída pelo bolso do morador.

Mesmo bancando tudo, a população que paga impostos como IPTU, ICMS e taxas de limpeza urbana, como qualquer outra cidade do DF, pouco ou quase nada recebe de volta.

Basta ver que não temos ainda uma feira decente e nem outros equipamentos públicos como os direcionados a segurança pública ou a educação.

É verdade que nos últimos dois anos do governo Ibaneis, o JB começou a receber alguns investimento como a duplicação da 001 e da DF-140, rumo ao Tororó, além da construção de uma UPA e outras obras que ainda estão por vir.

É pouco para uma cidade que paga muito e não causa nenhum prejuízo ao poder público.

Uma cidade que quer pagar legalmente, conforme a Lei, para ter o direito da tão-sonhada segurança jurídica de suas moradias.

Se a Sedhu usa a Lei para regularizar os parcelamentos da Terracap, no Jardim Botânico, por que não usar da mesma isonomia para o resto dos condomínios?

A partir dessa semana, o Jardim Botânico terá um novo administrador.

O nome dele é Aderivaldo Cardoso, que deverá administrar a região, cujo maior conflito entre Comunidade e Governo é exatamente a questão da regularização fundiária.

O novo administrador tem tudo para acertar, em sua gestão, se a prioridade passar pela regularização dos condomínios.

O novo administrador terá como o seu primeiro ato, se apresentar à comunidade e já levando consigo representantes da Terracap, Secretaria de Urbanismo, Ibram e Secretaria de Obras para ouvir as demandas da cidade.

Que a Administração Regional não seja, pelos próximos quatro anos, apenas um penduricalho de jabutis trepados em galhos, mas que seja um órgão promotor de políticas públicas e que ajude o governador Ibaneis Rocha, cumprir todas as suas promessas feitas à comunidade.

O RadarDF, como um porta-voz da população do JB, nascido e criado em meio a luta pela regularização fundiária da cidade, vai continuar como o seu intransigente cobrador.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios políticos da capital federal. Siga o #radarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Na Hora Empresarial facilita rotina de empreendedores do DF

O Na Hora Empresarial funciona no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul....

Mais Radar

Arruda? “Nunca mais”! Pesquisa Quaest registra a queda livre de um inelegível

A pesquisa Quaest acendeu o alerta no grupo de Arruda: 20% das intenções de voto e 50% de rejeição. O ex-governador pediu para ser julgado pelas urnas e não pelos tribunais que decretaram a sua inelegibilidade. E elas já parecem dar sua resposta antecipada: “Nunca mais”.

Fracasso anunciado: Bia terá de ir além do bolsonarismo se quiser chegar ao Senado

Bia Kicis teve 214 mil votos em 2022, mas ainda não transformou aquela força eleitoral do passado em liderança no presente na corrida ao Senado. Se insistir no discurso ideológico, pode não convencer os milhares de eleitores indecisos.

Pesquisa Datafolha revela a magreza do PT e a crise da esquerda no DF

O Datafolha acendeu a luz amarela no PT do DF: Flávio Bolsonaro lidera Lula, enquanto Leandro Grass patina na corrida ao Buriti, estacionado em 11%. O resultado do Datafolha escancara a crise da esquerda brasiliense.

Delmasso detona Cappelli e diz que Rollemberg tem vergonha de voltar ao Buriti

Delmasso detona Capelli no Vozes da Comunidade: “é mandado por Rollemberg”, que tem vergonha de se candidatar por projeção eleitoral pífia. Critica atuação na UNE e prevê vitória de Celina Leão no 1º turno + duas senadoras.

Uma leitura que ninguém fez sobre os salamaleques de Michele Bolsonaro

Michelle Bolsonaro declarou apoio a Celina Leão, mas os elogios a José Roberto Arruda deixam claro que a ex-primeira-dama desconhece o jogo para impedir o avanço da direita no DF.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político