O ASSUNTO É

DISTRITAIS PODEM SE FERRAR: ROLLEMBERG “NEGOCIA” ACORDOS PARA ENTREGAR A SAÚDE COMO MERCADORIA PARA EMPRESAS PRIVADAS

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1aasaudeoedesocorro“Estou perplexa e frustrada com a incapacidade do governo de não conseguir dialogar com os servidores e com a população. O Distrito Federal parou, estagnou, o que nos chama a uma reflexão”, escreve a deputada Celina Leão (PPS), presidente da Câmara Legislativa em sua pagina na internet. E continua: “Ouço desde sempre, que a voz do povo é a voz de Deus. Nós, políticos, devemos nos atentar as advertências que vêm das ruas.

                                                                                                

LETRA Adeputada Celina Leão sente o perigo que ronda a Casa e sabe exatamente do tamanho do prejuízo político eleitoral que os deputados distrais poderão sofrer se optarem em apoiar a  decisão do Governo Rollemberg de entregar o Sistema de Saúde Pública do Distrito Federal às organizações sociais, cuja proposta já se encontra na Câmara Legislativa.

Nas últimas duas semanas, o governador tem “conversado” bastante com os distrais de oposição e da base aliada na residência oficial de Águas Claras. A todos, o governador tem pedido apoio pela aprovação da proposta que amplia o leque de organizações aptas a participar de contratos com o GDF.

Dos 24 deputados, o  governo já contabiliza 13 votos  como certos, mas trabalha por uma  margem folgada que pode somar com os votos de deputados do PT, partido que, até outro dia, Rollemberg acusava de ser o responsável por todas as mazelas da saúde pública do DF e pela herança maldita deixada pra ele.

No entanto, falta Rollemberg combinar com os milhares de servidores da Saúde, que rejeitam a contratação das OSs para administrar o papudo orçamento do Sistema de Saúde do DF que já ultrapassa dos R$ 7 bilhões ao ano e prometem radicalizar neste agosto, mês do “cachorro louco”.

Na semana passada, servidores da Saúde promoveram um ato no estacionamento da UPA da Ceilândia para protestar contra a intenção do Governo de Brasília de privatizar o sistema de saúde.

O vice-presidente do Sindate-DF, Jorge Viana, afirma que a categoria e as entidades sindicais são contra as Organizações Sociais. A relação entre servidores da saúde e Rollemberg piorou ainda mais após notícia dada pelo chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio de que não há dinheiro para o pagamento de horas extras e de que falta mais de R$ 1 bilhão para o GDF fechar as contas de 2016.

Da Redação Radar

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