A bancada federal do DF, composta por três senadores, oito deputados federais e de quebra, dois ministros, não se manifestou ou correu atrás para que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, enviasse mais vacinas contra a Covid 19 para acabar com o déficit vacinal no DF.
Em pouco mais de cinco meses da campanha de vacinação contra a covid-19, a Secretaria de Saúde (SES) imunizou 123.794 pessoas de outras unidades da Federação que receberam a primeira dose, sendo que 47.862 completaram o ciclo vacinal com a segunda dose.
De acordo com o levantamento feito pela Secretaria de Saúde, os moradores dos cinco estados que mais procuraram o DF foram os de Goiás (44,99% das doses aplicadas, considerando D1 e D2), Minas Gerais (11,45%), São Paulo (6,60%), Rio de Janeiro (6,14%) e Bahia (4,85%).
Somado a este percentual de vacinas, aplicadas no público externo, está a pouca demanda do imunizante no DF.
Apesar das manifestações feitas pelo secretário Osnei Okumoto, o Ministério da Saúde ignora o pedido, bem como demonstrou ontem o ministro da Saúde, Marcelo Quiroga, ao se referir sobre a vacinação no nosso quadrado.
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Ontem, o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha informou que o Distrito Federal espera pela chegada de 120 mil doses de vacinas e não sabe ao certo se o imunizante chega nesta semana.
Ainda que chegue, a carga não dá para colocar a capital federal entre os cinco entes federativos que mais avançam no processo de imunização no país.
Sem uma forte pressão, a reposição de vacinas que o DF tem direito, não vai ocorrer e a população da capital federal ficará no rabo da fila dos imunizados.
A falta de uma ação mais efetiva, por parte dos 11 parlamentares, entre senadores e deputados federais, além de dois ministros de Estado, é visível.
Eles não se mexem em defesa da população que sonha se livrar do risco da morte, com a imunização 100% contra a doença.
A força política do DF no Congresso, continua fazendo cara de paisagem para o problema como se vivesse em outro planeta.
E nem precisa apontar os nomes de alguns desses senhores e senhoras que torcem “pelo quanto pior, melhor”.

