CIRCUITO NACIONAL DE MÚSICA CAIPIRA

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CANTADORA música e a viola caipira despontam entre as mais tradicionais manifestações da cultura popular brasileira. Apesar da forte ligação com as raízes históricas, os violeiros do presente estão atentos ao futuro e se mobilizam para manterem destaque no cenário artístico nacional. Desta terça-feira a quinta-feira (23 a 25 de fevereiro), em Brasília, músicos, produtores, pesquisadores e outros atores do segmento cultural participarão da segunda etapa do Seminário Nacional Funarte Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira.

                                                             

LETRA Entre os destaques do evento, figura a proposta de criação de um circuito nacional de shows e o debate em torno de estratégias para aproveitamento das novas tecnologias de comunicação.

Como resultado dos três dias de discussões, será formulado um documento com propostas efetivas de criação de políticas públicas para a área, contribuindo para o fortalecimento do movimento nacional de violeiros. “Queremos criar um circuito nacional de música e viola caipira. Precisamos ampliar esse mercado de trabalho e oferecer oportunidades de visibilidade para músicos e produtores que atuam neste contexto cultural. Em termos de produção fonográfica, bem como na realização de shows, temos uma das maiores cadeias produtivas do Brasil. No entanto, ainda é bastante reduzido o contingente de artistas qualificados com espaço na grande mídia”, diz Volmi Batista, representante da Associação Nacional dos Violeiros e Violeiras do Brasil (ANVB), organizadora do seminário.

A relação da música e da viola caipira com o novo universo de tecnologias de comunicação também estará no foco do encontro. Para discutir o tema e definir estratégias de atuação, foram convidados nomes como Hamilton Carneiro, produtor e apresentador de tevê (SBT/Goíânia), Luiz Rocha (TV e Rádio Câmara) e Gustavo Vasconcelos, representante da GRV, empresa que se dedica ao estudo da distribuição fonográfica no Brasil e no mundo.

“O seminário está realmente interessado em se aprofundar o máximo possível nas questões envolvendo essa cadeia produtiva para que tenhamos como resultado a elaboração de um documento consistente, que sirva de base para conscientização do poder público e da iniciativa privada, que não têm considerado devidamente a arte da música da viola caipira. Precisamos ingressar fortemente no sistema de divulgação que inclui a telefonia móvel, os aplicativos, a internet e a publicidade de forma geral”, diz Volmi Batista, também violeiro e produtor musical.

A programação do seminário, que teve a primeira etapa realizada em dezembro, prevê três dias dedicados às plenárias e aos trabalhos em grupo, que darão origem ao documento de ações e propostas do movimento. Essas atividades ocorrerão na Pousada dos Angicos, próximo a Brazlândia, com a participação de cerca de cem convidados, entre artistas consagrados, como Pereira da Viola e a dupla Zé Mulato e Cassiano, além de pesquisadores e produtores musicais de diversos estados do país. Na quarta-feira (24 de fevereiro), às 19h, na Sala Cássia Eller, no Complexo da Funarte, um ato público, com a presença de autoridades governamentais, apresentará as proposições originárias do evento. Será o único momento aberto à participação popular, com entrada franca e apresentação de roda de violeiros. Os organizadores prometem uma noite de imersão na cultura caipira, com coquetel típico e muita boa música.

PROGRAMAÇÃO DETALHADA

Terça-feira 23/2/2016

ABERTURA: histórico e memória das atividades e conquistas realizadas. Pereira da Viola

MESA 1: panorama da Cadeia Produtiva da Música e Viola Caipira no Brasil.

Objetivo: promover o debate sobre o panorama da cadeia produtiva, identificando e catalogando experiências e ações relacionadas à música e viola caipira no Brasil.

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