A crise do BRB colocou em lados opostos duas visões sobre o futuro do banco. De um lado, a governadora Celina Leão (PP) implora por apoio da União para preservar a instituição, recuperar os recursos envolvidos nas operações sob investigação e responsabilizar eventuais culpados.
Do outro o presidente Lula e Leandro Grass, candidato do PT ao governo do DF, ignoram a crise que vive o banco, usam-na como arma eleitoreira e fazem falsas acusações contra Celina, além de fazerem cara de paisagem para os muitos que orbitam em torno do presidente, envolvidos no caso Vorcaro.
Nesse cenário, cresce a preocupação do GDF, caso Lula vença a eleição, de que o banco possa acabar sendo vendido a preço de banana a grupos de banqueiros da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.
Para Celina, a prioridade deveria ser preservar o patrimônio dos brasilienses, recuperar os recursos e garantir a continuidade do papel estratégico desempenhado pelo BRB.
Celina tem enfrentado uma luta difícil e diária para tentar preservar o banco e evitar o seu enfraquecimento.
A governadora sustenta que o BRB precisa de alternativas que garantam sua liquidez e continuidade, mas o governo federal nega o aval de emp´restimo financeiro para estancar a crise.
Até agora, o candidato do PT ao Governo do DF, que acusa o GDF, não apresentou uma proposta detalhada para enfrentar a crise do banco, inclusive em relação ao futuro da instituição, caso seja eleito. Ele apenas acusa.
O BRB tem importância estratégica para Brasília. Além de atuar no sistema financeiro, participa da operacionalização de programas sociais do GDF e movimenta recursos que chegam diretamente a milhares de famílias.
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