A candidatura de José Roberto Arruda chegou ao fim. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por maioria, o indeferimento do registro do candidato do PSD ao Governo do Distrito Federal e confirmou a decisão do TRE-DF.
O julgamento teve como relator o ministro Dias Toffoli, que votou pela manutenção da decisão que barrou Arruda. O placar de julgamento foi de 5 a 2.
O voto de Toffoli foi acompanhado pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e o presidente da corte, Kassio Nunes Marque.
O entendimento acompanha a posição já adotada pelo TRE-DF, que considerou o ex-governador inelegível em razão de sete condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Com o resultado, a estratégia de sustentar a candidatura enquanto o processo permanecia sub judice foi pro saco.
A decisão do TSE retira Arruda da disputa pelo Palácio do Buriti e encerra uma campanha que vinha sendo conduzida sob permanente incerteza jurídica e gastança do dinheiro público.
O desfecho também sepulta a aposta de que mudanças recentes na legislação eleitoral poderiam abrir caminho para a candidatura.
A tese apresentada pela defesa já havia sido rejeitada pelo TRE-DF, que entendeu não haver fundamento para afastar a inelegibilidade reconhecida no processo.
Politicamente, o episódio deixa uma pergunta inevitável: o que fazer depois da sentença? O PSD terá de lidar com o espaço deixado por uma candidatura que chegou à reta final ainda tentando sobreviver nos tribunais.
De acordo com informações de bastidores, toda a equipe de campanha e o próprio inelegível já sabiam que a candidatura seria barrada pela Corte Eleitoral Superior, que acatou a decisão unânime do TRE-DF e da Procuradoria-Geral Eleitoral.
Se o clima no comitê de campanha já era de desânimo há alguns dias, hoje amanheceu as moscas.
O PSD não indicou um nome substituto para o lugar de Arruda. Luiz Pitman , o vice da chapa, se recusou, e o presidente da legenda local, Paulo Octávio, também.
Segundo ainda informações de bastidores, José Roberto Arruda estaria inclinado a ser cabo eleitoral de Landro Grass, candidato do PT que no passado recente e o chamava de corrupto.
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