O ministro Dias Toffoli será o relator, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do recurso de José Roberto Arruda (PSD) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que barrou seu registro de candidatura ao governo do DF.
O destino político de Arruda, portanto, estará sob a análise de um ministro que atravessa um período de grande exposição pública no Supremo Tribunal Federal (STF).
Toffoli tem estado no centro das atenções em razão dos desdobramentos do caso Master, que gerou ampla repercussão e envolveu, em diferentes circunstâncias, ministros do Supremo Tribunal Federal.
No caso de Dias Toffoli, investigações e reportagens abordaram relações financeiras envolvendo o ministro e o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que contou com a participação de seus familiares e de um fundo ligado à estrutura financeira do Banco Master. Toffoli nega qualquer irregularidade e afirma não ter cometido ilícitos.
O processo de Arruda, que coloca Toffoli diante de uma decisão politicamente sensível, trata de sua inelegibilidade em razão de condenações relacionadas a corrupção e ao uso irregular de recursos públicos, que resultaram em sua prisão em 2009.
O “Caso Arruda” é tão indigesto quanto o “Caso Master” e coloca Toffoli diante de uma decisão que exigirá cautela e atenção redobrada na hora de decidir.
Nesse cenário, uma possibilidade é que o ministro mantenha a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que tornou Arruda inelegível até 2032, evitando ampliar a repercussão negativa em torno de seu nome.
A expectativa é grande, e a decisão deverá ser acompanhada de perto, especialmente porque o ministro tem adotado, nos últimos meses, uma postura mais reservada e discreta em relação à sua exposição pública, como quem parece dizer: “Me esqueçam, por favor”.
- Celina Leão vai à Justiça contra Lula após ataques misóginos em Ceilândia
- Ataques de Lula a Celina Leão revelam retaliação política contra o povo do DF
- Caiado detona Wilder por propor câmeras em PMs: “Deixa de ser frouxo”
- Bordão de Arruda “aceita que dói menos” se volta contra ele próprio
- O “8 de Janeiro” é fichinha diante da agonia do STF neste “15 de setembro”



