Voltado para o impacto social das políticas públicas, o Secretário da Pessoa com Deficiência do DF, Willian Ferreira da Cunha destaca a importância do acesso ao conhecimento. Ele esteve presente no programa Vozes da Comunidade, na manhã desta sexta-feira (18).
O gestor ressalta que a maior dificuldade que uma pessoa com deficiência enfrenta no DF é a falta de informação. “Essa ferramenta transforma. A primeira barreira que eu venci na minha vida foi ter acesso à informação de qualidade”, explicou o secretário, que tem baixa visão desde os 11 anos.
Ele relembrou sua trajetória ao sair do interior de Goiás rumo a Brasília para buscar reabilitação no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais, na L2 Sul.
“É muito importante para nós, com deficiência, conviver com outras pessoas com deficiência para a gente conhecer as limitações e os direitos”, reforçou o gestor. Ele também enfatiza que a informação vem antes da parte arquitetônica. “Quanto mais informação a gente possui, mais podemos transformar”.
O secretário destacou que o conhecimento precisa anteceder o desenvolvimento urbano e a infraestrutura para garantir uma inclusão. No Distrito Federal, estimam-se cerca de 173 mil pessoas com deficiência, sendo Ceilândia a Região Administrativa (RA) com a maior concentração dessa população e de atendimentos.

Atualmente, o sistema da Secretaria conta com 118 mil cadastrados, mas apenas 70 mil formulários estão homologados após passarem pelo processo de perícia médica oficial. Cerca de 20 mil pessoas iniciaram o cadastro e não concluíram, o que reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre o acesso aos programas governamentais.
Para enfrentar o problema, a pasta atua na inclusão profissional, em projetos habitacionais no suporte oferecido pelo BRB Mobilidade, localizado na estação da 112 Sul.
“Incentivamos a pessoa a enfrentar o mercado de trabalho, mesmo recebendo o auxílio-inclusão, facilitando o preenchimento dos critérios para o empreendimento habitacional”, pontuou.
A Secretaria mantém parcerias estratégicas com o Senac e o Ministério do Trabalho para capacitar candidatos e fiscalizar o cumprimento das cotas nas empresas cadastradas.
“Algumas empresas não cumprem a regra de contratar profissionais com deficiência, mas nos preocupamos desde o preenchimento das cotas até a permanência no emprego”, concluiu o gestor.
ASSISTA AO PROGRAMA NA ÍNTEGRA:
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