A divisão do PSDB no Distrito Federal e a indecisão da Executiva Nacional de determinar qual é o lado que manda no DF dificulta a construção de uma nominata para candidatos a deputados distritais, federais e até mesmo a condição de formar ou de se incluir em uma chapa majoritária nas eleições de 2018
Por Toni Duarte
O dilema do “ser ou não ser, eis a questão” que ataca o PSDB do DF, por causa da indecisão dos chamados “donos do partido”, para definir qual o caminho que a legenda seguirá no DF está engolindo e congelando os ensaios eleitorais do partido em nível local, adiando definições de disputa pela cadeira do governador Rodrigo Rollemberg.
Lideranças partidárias ouvidas por Radar sustentam que tudo está em aberto no caso do PSDB, embora tenha sido a primeira legenda em Brasília a anunciar que tem candidato a governador e que esse nome se chama Izalci Lucas.
Um tucano emplumado do PSDB-DF já não sabe mais se é candidato a deputado ou desiste das eleições do próximo ano diante da crise instalada dentro do partido que se filiou em 2010.
Ele não aceita cair no colo do governo Rollemberg, empurrado pela banda comandada por Maria de Lourdes Abadia que se tornou secretária do governo de Brasília.
Mas também afirma não ter nenhuma garantia para seguir o deputado federal Izalci Lucas, presidente interino da legenda, que continua sustentando que o PSDB terá candidato próprio a governador, no caso ele mesmo.
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Para garantir a candidatura em 2018, alguns filiados do PSDB já assinaram ficha em outros partidos isto porque a Lei nº 12.891, de 2013, não excluiu a necessidade de comunicação por escrito à Justiça Eleitoral e nem ao partido em caso de desligamento.
Constatada dupla filiação, prevalecerá a mais recente, estando a Justiça Eleitoral autorizada a cancelar automaticamente as anteriores..Há até quem diga que o deputado distrital Robério Negreiros irá pegar outro caminho que não seja o de Izalci e nem o de Maria de Lourdes Abadia que articula dentro da Executiva Nacional para que o PSDB fique com Rollemberg.
Robério estaria propenso a retornar o quanto antes para o PMDB de Tadeu Filippelli, legenda pela qual se elegeu distrital em 2014.
O PSDB-DF vai seguindo na sofrência da dúvida até abril do próximo ano quando assumirá o governo de São Paulo, o vice-governador, Márcio França (PSB), candidato a reeleição em 2018 com o apoio do prefeito João Doria (PSDB) contra a vontade do senador José Serra que quer ser governador.
Geraldo Alckmin, como candidato a Presidência da República, enfrenta o desafio para evitar que a disputa pelo governo paulista entre PSB e PSDB contamine a formação do palanque nacional tucano, o que deve incluir Brasília.
Vendo por essa ótica, é provável que o governador Rodrigo Rollemberg amarre o PSDB na sua tosca caminhada a reeleição.
Se isto prevalecer, até o próprio Izalci Lucas, um político conceituado e dono de muitos votos, terá que buscar outro rumo sob pena de ficar sem partido e sem mandato.

